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Foto: Espaço Eco House, Rua Amaro Cavalheiro 158, São Paulo.
Aos amigos que estiverem em São Paulo nesse Domingo (24/02), vou estar presente na Eco House, em papo com Dani Botelho e os outros empreendedores sociais da casa.
O norte do papo tem haver com os projetos que o Circuito Polifonico tem empreendido deis de 2010, com diversos artístas, produtores, escritores, cineastas, dançarinos, musicos, pesquisadores, ou seja, um circuito de pessoas que desenvolvem ações de arte e cultura, regidos pelos principios de redes sociais distribuídas, pontos interconectados de pessoas que se organizam a partir de um (ou mais) pontos em comum, e que, fundamentalmente, agem de forma independente em sem hierarquia entre si, valorizando as relações humanas e a autonomia.A chegada em São Paulo em julho ate dezembro de 2012, serviu para aproximar novos parceiros, projetos e sonhos. Hoje, estamos mais orgânicos como amigos-artístas-sonhadores. Tendo espaços para receber e aprofundar olhares e relações, um desses ambientes é o Estúdio Lâmina, galeria de arte pilimorfa, que trabalha com 11 artístas residentes de forma independente. Outra, é a Airon Fidler Films, produtora de filmes que trabalha na construção do imaginário da cena independente e principalmente rock ‘n’ roll, tendo como cerne a banda Picanha de Chernobill. Ambos moradores do Centro Histórico de São Paulo.
O papo na casa tem como portas e janelas essas iniciativas muitas vezes expontâneas e não-institucional, afinal, ainda estamos nos conhecendo, mas estamos bem felizes (todos) pelo convite e interesse de partilhar poéticas do olhar. Tem sido bem interessante exercitar rodadas de negócios livres para cambiar tecnologias sociais, projetos, idéias criativas e colaborativas.

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Sim!!! Ver tanta gente fazendo tanta arte com tantas linguagens reforça que a percepção é a chave para a transformação da cidade que queremos. Estamos a dois meses em São Paulo, e tem se tornado cada vez mais nítido, que quanto mais participamos, mais soluções simples e replicáveis surgem, restabelecendo o diálogo onde só existia imposição.

Não é de se admirar se ouvirem por ai, que essa foi uma das ocupações mais consistentes com o atual momento de SP. É muito satisfatório ver a ação e a pratica pela cidade que queremos. Essa é a importância de ocupar criativamente o espaço público. Manifestando a real vida que existe na cidade, repleta de pessoas incríveis.

A Praça Roosevelt estava tomada pela verdadeira cidade, livre de qualquer tipo de paranóia social. O espaço público é um lugar que todos temos de interpretar, nos apropriar no grandioso labirinto de corpos que perdidos se encontram. se reconhecem. se relacionam. Na construção diária da cidade que queremos. Mas se a cidade são as pessoas e as pessoas são as relações, nada como o amor manifesto e recíproco para transformar o espaço em um grande ambiente de união.

Criolo e Gaby Amarantos, dois artistas de origem periférica, emanam a mensagem de mais amor! Um momento histórico para a cena independente, amplificado nas ondas do diálogo e na tecnológica, representada pelo ao vivo da Pós Tv, que transmitiu tudo que tava rolando na praça, conectando gente do Brasil e do mundo com esse dia tão histórico para a cidade. Só amor conduzindo esse ato pela cidade.

O dia findou com meu primeiro banho de chuva na terra da garoa. Que venha o próximo festival. Afinal, a cidade que queremos nasce da nossa ação!

Cine Refazenda apresenta:

O Cineasta da Selva, de Aurélio Michiles


Ainda hoje, os filmes de Silvino Santos (1886-1970) parecem bem mais que peças de um museu cinematográfico. Suas tomadas enchem os olhos pelos sentidos de movimento, ação, composição e detalhe. Cineasta do capitalismo caboclo nascente, cronista de índios, seringüeiros, pescadores e grandes empresários, são pétalas que caem na margem dessa amazônia retratada por um cineasta que passou mais tempo em terras amazônicas que na própria terra em que nasceu (Portugal). Silvino praticamente inaugurou, junto com o major Tomaz Reis, o documentarismo etnográfico brasileiro. E também uma série de dilemas que o nosso cinema historicamente enfrentou junto aos poderes político e econômico – principalmente em terras de “índio”.

Aurélio Michiles encorpou uma perspectiva romântica para enfocar O cineasta da selva e o efeito ressalta a opção de Michiles por uma espécie de memorialismo lúdico, combinando rigor histórico e liberdade poética.

Uma cobra avança entre cachos de película, uma borboleta pousa num pedaço de filme. São imagens sintéticas que pretendem substituir grandes esforços de produção do filme de época. Da mesma forma, o uso gracioso de fotografias, mapas, transições de cor e incrustações digitais, além de um trabalho musical delicadíssimo e primoroso, tudo solicita do espectador uma atenção pelo menos tão lírica quanto histórica. A síntese acaba sendo a maior virtude desse filme que se lança ao desafio de retratar uma epopéia.

O filme retrata um tema de grande importância histórica para o Pará, o ciclo da borracha, que serve de paralelo com a situação da Amazônia dos anos 1970 no curta que será exibido na próxima sessassão do dia 14 de agosto, “Sangue e suor: A saga de Manaus”.

Samir Raoni (APJCC – 2010)

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O Cine Refazenda convida as 12 Comunidades Rurais do Genipauba para espaço de exibição de grandes obras da cinematografia mundial e rodas de conversa sobre Permacultura, Arte e Espiritualidade.

Numa parceria entre a Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e a Rede Norte de Cineclubes, a programação passará a funcionar quinzenalmente, aos sábados, a partir do próximo dia 31 de julho, sempre às 19h30, com entrada franca.

A primeira sessão apresenta o filme “O Cineasta da Selva”, de Aurélio Michiles. No dia 14 de agosto, será exibido “Sangue e Suor: A Saga de Manaus “, de Luiz de Miranda Corrêa

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Serviço:

31 de julho (sábado) às 19h30
debaixo da Mangueira do Instituto Refazenda (Km 12 da estrada do Genipauba) – Veja Mapa
Entrada franca

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Mais informações:

Site do Instituto Refazenda
E-mails: samiraoni@gmail.com e cinerefazenda@gmail.com
Contato: (91) 8154-1386

Roda com artistas e colaboradores do GAM 

  O Ponto de Cultura Galpão de Artes de Marabá, em parceria com o Instituto Transformance, Pontão de Cultura Rede Amazônica de Protagonismo Juvenil e Movimentos Culturais, realizaram de 22 a 26 de Setembro nos Municípios de Parauapebas, Eldorado dos Carajás e Marabá, o I Fórum Rios de Encontro da Cultura Solidária da Região Carajás, que transformou a região durante 05 dias na capital cultura do Estado, reunindo inúmeras entidades que desenvolveram na região atividades artísticas democratizando a cultura em nosso Estado.Durante os 05 dias de atividades que se iniciaram no Município de Parauapebas com abertura, a Caravana da Cultura Solidária realizou inúmeros cursos e oficinas na cidade, durante os dias 22 e 23, reunindo centenas de participantes em inúmeras ações como oficinas de teatro, dança, artes visuais, dentre outras, levando assim a arte e a cultura para toda comunidade.

No dia 24 a Caravana da Cultura solidária aportou no município de Eldorado dos Carajás, realizando ações artísticas, culturais e tecnológicas, o Pontão de Cultura Rede Amazônica de Protagonismo Juvenil ministrou oficinas de audiovisual, construção de Blogs, Radio Web e fez documentário do Fórum.

Oficina de Web 2.0 - A Internet Colaborativa

Oficina de Web 2.0 - A Internet Colaborativa, Infocentro Bairro Independência, Marabá

A oficina Web 2.0 Blog – A Internet Colaborativa, ministrada por Samir Raoni foi realizada em Eldorados do Carajás no Infocentro do Assentamento 17 de Abril, já a oficina de Web Rádio, ministrada por Nilton Silva aconteceu na Casa da Juventude Camponesa do Assentamento 17 de Abril. E nos dias 25 e 26, a Caravana do Fórum Rios de Encontro, chegou ao seu destino final, o município de Marabá, onde foram realizadas mais de 30 atividades artísticas e culturais, que aconteceram nos Bairros do Cabelo Seco, São Felix e Liberdade, cumprindo assim o seu papel de levar arte e cultura para os bairros mais afastados do centro da cidade.

O evento teve como objetivo abraçar reflexões, ações e intervenções para celebrar a cultura e as linguagens artísticas como caminhos essenciais de transformação social e pessoal, motivando assim a criação de políticas públicas para a cultura e educação, cultivando uma Rede de Cultura Solidária para fomentar o processo de desenvolvimento cultural da Região Carajás.

As atividades do fórum se encerraram na noite de sábado 26, com um grande encontro cultural na praça da Liberdade, onde inúmeros grupos culturais do bairro, organizados pela Biblioteca Ozana Lopes de Abreu, chamou atenção de centenas de pessoas que viram de perto as expressões artísticas do seu bairro, que foram aplaudidos e ovacionados pela comunidade presente no evento.

a-orla-no-bairro-francisco-coelho-recebeu-inumeras-atracoes-culturais

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A Proposta do Fórum é inspirada no Fórum da Cultura Solidária que acontece na Villa El Salvador, na periferia da cidade de Lima, Peru, mobilizado pelo centro cultural Vichama Teatro. Hoje em sua quinta edição, mobiliza em torno de 30.000 pessoas, entre artista, educadores, associações comunitárias, intelectuais, grupos e produtores culturais, estudantes, crianças e jovens, que durante uma semana realizam seminários, oficinas, apresentações artísticas, cortejo cultural e cursos de formação nas comunidades.

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