Posts com Tag ‘samir raoni’

Viver em um mundo de protocolo (s)?
Sentados na janela dando colo…
Com mentes serradas por alcoólicos
De quem vota no Alckmin e no Serra
Me desolo.
Eclipsado pelos parâmetros comuns
De adiantamento ilusório…
Da água que acaba na Cantareira
Sacudindo a poeira
Enquanto a torrente elege
Quem mais vive?
Ô protocolo!
Da empresa que alicia o choro
De quem mais vivo morre
À internet de 50 cavalos
Que daqui a sete dias
Vai estar em tênue solo
Lembrando das eleições presidenciais
Dos rituais palacianos
Outra época, outras cicatrizes
Mais o mesmo fio da História
Fragmentada pela mídia
Particular das cabeças do julgar
Onze torres tecnocráticas
Com raposas bem arrumadas.

Quem se lembra do começo da década de 90?
Quem se lamenta pelas dívidas externas?
Quem só, se contenta com o imposto e previdência…
Não tem voz, tem rebanho na consciência
De uma crise vendida à prazo sem consistência
Na assinatura do FHC
Forjando o feijão da família de lá
Com a promessa de que ia fazer o país crescer.
E cresceu.
Mas cresceu pra direita
Deixando mais gente excluída com alto índice de pobreza
Mas prato vazio na mesa
Lembrança do fim do século vinte.
Estamos agora no vinte e um.
Pouco mais uma décadas da história.
Com quase quarenta milhões de pessoas
Saindo da pobreza extrema
Sem falar nas escolas
Que não podem combater em uma década
Mais de quinhentos anos de escravidão.
Dos coronéis
Seus interesses e seus escolhidos rés.
Conhecer a história recente do Brasil
Não te deixa escravizar novamente a pátria que te pariu
São doze anos de transformação
Que a mídia golpista tenta destruir
E quando fala de corrupção
Quem esta na ponta sabe
Não tem como balançar
Pensar na maioria é o melhor
Se tem dúvida é só comparar
Assim continue no comunhão sentimento
Que muita coisa também deve melhorar
Mas na história nada pode ser imediato
Por isso devemos ao menos ser
Um pouco mais sensatos
Já que o arroz e o feijão do dia não podemos adiar
Que com o atual governo a inflação vai só baixar
E a percepção da média tem de transformar
Lembre-se do que esta em jogo
“Esqueça um pouco de você”!
Não vai no discurso fácil da moda
De ser contra o governo PT
Compare só simplesmente
O governo Lula e FHC
E aí sim será convicto
Que não é Neca
Não é Neves
À transformação do Brasil continua nela
E sua trabalhadora equipe
Sim,
Minha opção pro Brasil
Continua sendo Dilma Russeff.

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Histórias de Vida como Patrimônio da Humanidade

Em primeiro lugar, permitam-me dizer algumas palavras sobre como a história oral assumiu um papel diferente em etapas distintas do desenvolvimento humano. Isso porque, se voltarmos às sociedades muito antigas, aquelas anteriores à escrita e à imprensa, é claro que todo o conhecimento era transmitido de forma oral, incluindo habilidades cotidianas, trabalho, culinárias, bem como genealogia, história familiar, história oficial e literatura. Apenas como exemplo, vejamos Homero: antes de serem escritos, seus famosos poemas foram transmitidos durante 600 anos somente no “boca-a-boca”.
Depois disso veio a era da imprensa e da palavra escrita, que passaram a ser dominantes. Mas acho realmente importante lembrarmos que as formas de comunicação oral sobreviveram durante aquela época. Sobreviveram e ainda sobrevivem porque existem muitos papéis sociais importantes a serem cumpridos pelo oral.
Por exemplo, em cerimônias: nelas a parte oral geralmente é a mais importante. Quando nos casamos, o mais importante é quando dizemos para nosso futuro cônjuge que o estamos aceitando como marido ou mulher, e não quando assinamos os papéis. A parte mais importante é o oral. E o mesmo se aplica a ritos religiosos: à missa, à coroação de um rei ou uma rainha, por exemplo. Ainda consideramos necessário falar em voz alta para fazer uma transição tão importante. Acho que isso também se aplica à expressão dos sentimentos de forma mais geral. Na verdade, a expressão dos sentimentos sempre foi mais poderosa quando falada do que quando escrita. Certas áreas do conhecimento permaneceram basicamente orais, mesmo nas sociedades avançadas. Um exemplo disso seriam as histórias de família. Embora algumas famílias possam ter uma história escrita, especialmente as mais abastadas, na maioria das vezes ela é transmitida entre gerações por meio da linguagem oral.
Outro exemplo seriam as habilidades profissionais. Quando se assume um novo ofício, pode-se até fazer um curso, mas o mais importante é aprender fazendo. Vamos lá e tentamos; praticamos o trabalho e imitamos o que outras pessoas estão fazendo. Toda essa área de conhecimento não está nos livros, temos que aprendê-la observando, escutando e imitando. E, finalmente, não podemos nos esquecer do papel da memória individual, a memória daquilo que aconteceu a nós mesmos, quem somos, como foi nossa vida, quem são nossos amigos, nossas memórias com relação a nossos filhos, o que eles fizeram e o que nos disseram. Não se pode operar na vida sem essa memória; ela é a parte mais central da consciência humana ativa, e é essencialmente oral. Para nos lembrarmos dela, podemos ser auxiliados por documentos escritos, mas grande parte depende só de nossa memória oral. Sem a memória pessoal não podemos viver, não podemos ser seres humanos.
.: Paul Thompson

Matéria publicada no jornal sobre o circuito de lançamento do documentário dos Mestres Carpinteiros Navais, que já passou por São Paulo, Macapá, Sorocaba, Belém, La Paz e Buenos Aires. Pesquisa (Francisco Oliveira, Historiador, especialista em Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Pará, Pela UFPa Idealizador do “Museu do Mestre”), Coordenação do Projeto e Produção (Samir Raoni, pesquisador de histórias de vida do projeto de valorização do Patrimônio Material e Imaterial Nacional “Brasil Memória em Rede), Direção/Montagem, (Mateus Moura, Cineasta presidente da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema)

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Amanhã,
No Estúdio Lâmina, a partir das 19h30. Vai acontecer um encontro que trás para o debate a partir da exposição ‘Sobre Rios – Às Margens de Laos’, de Marina Thomé, a relação das pessoas com os rios e as cidades onde vivem através dos sentidos que são evocados ao construirmos conceitos tão antagonicos como de civilização x barbarie, cultura x natureza, urbanidade x humanidade. Para essa conversa foram convidados artistas, arquitetos, gestores urbanos e pesquisadores que desenvolvem projetos que atravessam essa temática e que buscam pensar novas formas de ocupar os espaços públicos e resgatar os rios como elemento importante de humanização da cidade e das pessoas. O documentário dos Mestres Carpinteiros Navais Doc dirigido por Mateus Moura, produzido por Samir Raoni, inspirado e orientado pela pesquisa de Francisco Oliveira (Idealizador do Museu do Mestre Naval) vai ser um dos elementos a agregar nesse encontro de potentes seres e olhares, envolvidos pela curadoria de Luciano Corta Ruas. Vai estar presente, representando todo seu universo poético sobre os rios e seus projetos desenvolvidos no Brasil e na região Amazônica, o poeta ribeirinho Samir Raoni, radicado em São Paulo a pouco mais de um ano, tempo que vem regando relação e parceria com o Estúdio Lâmina, um espaço independente de arte localizado no centro histórico de São Paulo, que funciona através do reconhecimento de almas. Convidamos todos à tomar um café, se aquecer a luz de velas, respirando arte, e contemplando o silêncio interior, ato, que (as vezes) liberta mais do que mil palavras. Estar presente é mais que estar, é sentir-se integrado, fluindo: igualmente um rio. A cidade. As Pessoas, regidas pelas trocas, encontros, relações.

Convidados:
– Marina Thomé, artista fotógrafa
– Baixo Ribeiro e Mariana Martins, Fundadores da Choque Cultural
– Luiz de Campos Junior – Cofundador do Coletivo Rios e Ruas
– Samir Raoni – Poeta e produtor do documentario
‘Mestres Carpinteiros Navais’

Moderador:
Luciano CortaRuas – Escultor Social e Curador do Estúdio Lâmina

.: Link do Evento no Facebook: http://on.fb.me/1fD6zlV

.: Link da Matéria no Catraca Livre: http://bit.ly/1iKMKbK

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Está aberta a convocatória ao concurso de produção documentário DOCTV América Latina IV.  Este Programa de fomento à produção e teledifusão incentiva a realização de um documentário por país que integrará uma carteira de documentários que será difundida simultaneamente na REDE DOCTV de televisões públicas dos países participantes da REDE. O objeto do concurso DOCTV América Latina é premiar um projeto inédito de documentário de 52 minutos de duração com o valor de 70.000,00 USD. Atualmente, a REDE está composta por 16 países e 22 canais públicos.

O Concurso selecionará um projeto por país que proponha uma visão original a partir de situações, manifestações e processos contemporâneos da diversidade cultural de cada país.

O regulamento e ficha de inscrição podem ser baixados na seção CONVOCATORIA na página web: http://www.doctvlatinoamerica.org e, posteriormente, em seu país.

O DOCTV América Latina é um programa de fomento à produção e teledifusão do documentário latino-americano. Surge como iniciativa da Conferência de Autoridades Cinematográficas da Ibero-américa – CACI e a Fundação do Novo Cinema Latino-americano –FNCL. Seu propósito é a realização de Concursos Nacionais de Seleção de projetos de documentário nos países participantes do Programa.

O Programa tem como objetivos gerais o estímulo ao intercâmbio cultural e econômico entre os povos latino-americanos, a implantação de políticas públicas integradas ao fomento à produção e teledifusão de documentários nos países da região e a difusão da produção cultural dos povos latino-americanos no mercado mundial.

O documentário selecionado de cada país, que será de caráter inédito e de 52 minutos de duração, contará com um orçamento total de USD 70.000 (setenta mil dólares estadunidenses) através de um contrato de coprodução entre a autoridade audiovisual, a televisão pública, a Secretaria Executiva da Cinematografia Ibero-americana – SECI e os ganhadores do concurso.

Uma vez finalizados os documentários serão estreados em um circuito de teledifusão integrado por televisões públicas dos países associados à REDE DOCTV. A REDE DOCTV é una aliança estratégica de autoridades audiovisuais e televisões públicas, atualmente conformada por 16 países latino-americanos e 22 de seus canais públicos.

A Unidade Técnica funciona no Equador desde janeiro de 2013 e a responsável pela Coordenação Geral é Lisandra I. Rivera. Para maior informação: http://www.doctvlatinoamerica.org ou através do e-mail: savinternacional@cultura.gov.br

 

BAIXAR AS REGRAS DO CONCURSO

» Regras e regulamentos
» Ficha de Inscrição
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» Orçamento
» Exemplo de carta de transferência de direitos de imagem
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Ah Yum Hunab Ku Evan Maya E Ma Ho
Hoje, muitas conexões em Belém. Terna conversa sobre tudo que tem estimulado o despertar dos dias com os hermanos Caio e Juca. Conheci a Casa Fora do Eixo Amazônia. Espaço mais que demais! A galera ta mantendo os sonhos acesos. Conseguimos circundar a semente da turner norte da Picanha de Chernobill. Conexões com 14 escolas da região metropolitana de belém mais 8 no sul do Pará. Serão cerca de 30 dias por estes lados em uma agenda de 24 shows. A cidade esta super receptiva para essa nova safra de Rock’n’Roll! Eu to só felicidade. Entreguei o segundo cd da picanha para o Edgar Proença, Jayme Katarro, Marcelo Damaso, Roberto Figueiredo, Fabricio e Inoar.

ImagemParaense radicado em Sampa, ele mostra suas preferências musicais

Envolvido com a cena musical do eixo São Paulo-Belém, tendo inclusive concebido a recente Mostra ‘Retratos de Uma Cena’ que aportou no Cine Líbero Luxardo no último dia 26, o cineasta, escritor e poeta Samir Raoni comanda o Interferência Zero desta quarta-feira, 1º de maio.

Ligado à banda paulistana Picanha de Chernobill, o paraense vive na Paulicéia, onde dirige e roteiriza clipes – como este “Velhos Sonhos” -, além do registro biográfico audiovisual da trajetória do grupo. Para o programa, ele conta que buscou fazer uma seleção musical onde uma canção desse continuidade verbal à outra.
Raoni destaca “I Want You”, de Bob Dylan, “Menino Jesus” de Tom Zé, e ainda Jorge Bne Jor, Novos Baianos (“Brasileiro”), Mestre Solano e La Pupuña.
Quer saber quais as outras músicas eleitas pelo nosso ouvinte? Então se ligue na Rádio Cultura FM 93.7, neste feriado, a partir das 11h, e curta o “Interferência Zero”.
O programa também pode ser acompanhado através do Portal Cultura.