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Feira Cultura Digital dos Bairros e Comunidades

II Encontro de Conhecimentos Livres / Fórum Amazônico de Cultura Digital

Nos dias 07 a 09 de abril, eu estarei participando em Santarém da primeira Feira Cultura Digital dos Bairros e Comunidades Amazônicas representando o Pontão de Cultura Rede Amazônica de Protagonismo Juvenil, que desenvolve ações de cultura digital em seus projetos e tem boas experiências para compartilhar nesse importante momento de construção, essa feira é uma iniciativa do Pontão de Cultural do Tapajós, fruto da parceria entre Projeto Puraqué e Projeto Saúde e Alegria – PSA.

O evento integrará pela primeira vez uma diversidade grande de iniciativas de inclusão e cultura digital que vem sendo realizadas na região, dando-lhes visibilidade e possibilidades de maior apropriação pela população dos conceitos e usos práticos proporcionados pela cultura digital na vida dos cidadãos.

A feira vai mobilizar cerca de 13 comunidades da chamada Grande Área do Santarenzinho e Maracanã, além de participantes de 10 infocentros do Navegapará, 07 Pontos de Cultura Estaduais, Laboratórios de Informática Educativa da SEMED, 11 telecentros ribeirinhos da Rede Mocoronga do PSA e diversos pontos de cultura de outros estados da Amazônia.

Assim, a proposta da feira reúne uma gama de atividades que visam divulgar essas experiências para que a população possa interagir com elas, ampliando seu alcance não somente para quem já tem domínio do assunto, mas para a população em geral.

Um espaço no Centro de Formação da Paróquia Nossa Senhora do Rosário (antiga ASAT) está sendo preparado para receber o evento, que vai contar com laboratórios multimídia com acesso gratuito à internet sem fio, oficinas de áudio, blog, vídeo, edição gráfica e metareciclagem, cineclubismo, festival de cultura regional, rádio comunitária, debates e rodas de conversa, a feira de economia solidária, jogos e brincadeiras, lançamento da moeda social muiraquitã, encontro sobre relações de gênero e tecnologia e o II encontro do Fórum Amazônico de Cultura Digital, reunindo representantes de diversos estados da Amazônia.

A variedade de atividades tem o propósito de mostrar como as tecnologias digitais podem ser úteis em diversos aspectos da vida do cidadão, favorecendo o aprendizado e o compartilhamento de conhecimentos, buscando desmistificar o uso da tecnologia, que deve passar a ser entendida como ferramenta para promover mudanças sociais.

A Cultura Digital baseia-se em processos educativos em rede, valorizando as realidades locais, e os conhecimentos tradicionais associados a processos e conhecimentos globais e contemporâneos, utilizando principalmente as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação – TICs. Busca fomentar redes sociais e culturais que visem a transformação social e política, a autonomia nas comunidades, a geração e partilha de recursos através da economia solidária. A Feira será um grande laboratório dessa visão e das experiências que já vem acontecendo em nossa região.

Da periferia ao centro através da inclusão digital

A grande região do Santarenzinho e Maracanã, criados principalmente a partir de ocupações desordenadas, concentram hoje cerca de 60 mil habitantes. A região é considerada periferia da cidade de Santarém, com um baixo IDH, e tem em comum, problemas como altos índices de violência, saneamento precário e falta de acesso à vários serviços sociais básicos. Mas esta região vem buscando mudar essa imagem, com a presença de diversos movimentos sociais, grupos culturais e esportivos, políticas públicas de inclusão digital e associações comunitárias.

Desde o início de 2009, com a instalação de um núcleo do Projeto Puraqué e a revitalização da Casa Brasil, a região também passou a protagonizar experiências bastante positivas de inclusão digital, trazendo melhores oportunidades de desenvolvimento saudável, especialmente aos adolescentes e jovens.

Boa parte dos moradores dessas regiões, também são oriundos de comunidades ribeirinhas, pessoas que migraram para a cidade em busca de dias melhores. O evento vai proporcionar também o intercâmbio com as comunidades ribeirinhas onde a inclusão digital já chegou com o apoio do Projeto Saúde e Alegria. Na bagagem eles vão trazer, além de experiência, vídeos produzidos nos seus telecentros mostrando a realidade ribeirinha. Essa integração será útil para pensar a realidade de uma forma crítica e consciente, buscando sempre a qualidade de vida.

II Encontro do Fórum Amazônico de Cultura Digital

Presentes na Feira estarão ativistas de cultura digital vindos de diversos pontos de cultura de pelo menos 04 estados da amazônia. O objetivo é continuar o processo de articulação permanente com o uso das ferramentas da internet para discussões sobre políticas públicas, projetos, desafios e trocas de experiências, criando um espaço aberto de discussão que dê visibilidade às questões peculiares sobre como fazer cultura digital na Amazônia.

Saiba mais sobre as atividades da Feira:

  • CyberChibé: montagem de um laboratório multimídia metareciclado aberto à comunidade, com acesso gratuito à internet e orientação para experimentação (criação de email, pesquisas, bate-papo). Através de um Ponto de acesso do Navegapará, será disponibilizado conexão wi-fi livre onde pessoas com celulares e computadores poderão conectar gratuitamente;
  • Montagem de produtora multimídia de cultura popular, onde serão experimentadas a produção de áudio, vídeo e editoração gráfica para valorizar os talentos culturais da região;
  • Festival de Cultura Popular, contando com um palco com estrutura de som e luz onde serão apresentadas manifestações artísticas com cantores, poetas, grupos de teatro, bandas alternativas e grupos folclóricos;
  • Rádio Comunitária, com a elaboração de programação informativa durante a feira, difundida no local e via web-rádio;
  • Rodas de Conversa, espaço aberto para debates e palestras sobre Cultura Digital, Encomia Solidária, Fórum Social Panamazônico, Relações de Gênero e tecnologia;
  • Feira da Economia Solidária onde serão realizadas trocas e vendas de produtos, desde objetos eletrônicos usados, até artesanato, quitutes, vestuário, remédios caseiros, etc;
  • Jogos e brincadeiras, uma mistura entre jogos digitais e brincadeiras analógicas, um espaço para jogos em rede e uma brinquedoteca para que as crianças menores possam se divertir também sem computador, como brincadeiras de roda, macaca, pular corda, pebolim, tênis de mesa, etc;
  • Lançamento da Moeda Social Muiraquitã. todos os dias haverão sorteios de pendrives através de canhotos que poderão ser adquiridos com o Crédito Social Muiraquitã, que pode ser obtido trocando por garrafas pet, como uma forma de estimular as pessoas a praticarem uma nova lógica econômica solidária, baseada na preservação do meio ambiente, e no último dia será sorteado um computador;
  • II Encontro de Conhecimentos Livres, onde estarão presentes representantes de Pontos de Cultura vindos de diversos estados da Amazônia, para fortalecer o Fórum Amazônico de Cultura Digital;

SERVIÇO:

Local: Centro de Formação da Paróquia N. Sra. Do Rosário (Antiga ASAT), na avenida Olavo Bilac, esquina com a Tomé de Souza, Bairro Santarenzinho.

www.redemocoronga.org.br

www.puraque.org

www.casabrasilstm.wordpress.com

 

 A Organização Não-Governamental sem-fins-lucrativos Argonautas Ambientalistas da Amazônia, fundada em 14 de agosto de 1992, no campus da Universidade Federal do Pará, em decorrência da mobilização para a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, também conhecida como ECO-92. Com a finalidade de defender o meio ambiente e promover o desenvolvimento local sustentável, a cidadania e a democratização das relações sociais, humanas, econômicas, políticas e culturais da Amazônia, que ao longo de seus 17 anos, contribuíram para o meio ambiente e a qualidade de vida no Pará, estão com participação confirmada na Teia Brasil – Tambores Digitais, evento que vai reunir em Fortaleza (CE), entre 26 a 31 de março, 2.500 representantes de Pontos de Cultura participantes do Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania – Cultura Viva.

 

Os Argonautas estarão com seus tripulantes (representante) participando de diversos momentos da Teia Brasil. Na Teia das Ações que acontecerá entre os dias 26 e 28, será uma excelente oportunidade para Pontos de Cultura e redes dos programas Cultura Viva e Mais Cultura compartilharem práticas e experiências vivenciadas; no Fórum Nacional de Pontos de Cultura, que acontece nos dias 29 e 31 de março, oportunidade para aprofundar o debate sobre políticas públicas voltadas à Cultura no país, com ênfase nos Pontos de Cultura, Programa Cultura Viva e Sistema Nacional de Cultura.  

 

Os Argonautas estão participando da Teia Brasil – Tambores Digitais com cinco representantes, colaborando nas mais diversas áreas.  

Samir Raoni, estará representando o Pontão de Cultura Rede Juvenil e Comissão Paraense de Pontos de Cultura, na Teia das Ações, Eixo-temático Cultura Digital, onde pretende contribuir com as discussões junto com com os Pontos e Pontões de Cultura da Amazônia que fazem parte do Fórum Amazônico de Cultura Digital. O Pontão de Cultura Rede Amazônica de Protagonismo Juvenil realizou oficinas de Comunicação Comunitária: criação de Website Colaborativo, Web Rádio, WebTV, Edição de Jornais Comunitários em parcerias com Pontos de Cultura da RMB de Belém, de Marabá, Santarém e Marajó, e tem boas experiências para compartilhar com os Pontos de Cultura do Brasil. Essas ações são de fundamental importância para a inclusão digital e pedagógica dos povos amazônidas, além de ser estratégicos para os pontos de cultura que tem como filosofia o compartilhamento de conhecimentos relacionados ao uso do software livre e ferramentas de produção e comunicação digital, diz Samir Raoni. Após a Coordenação do Coletivo de Comunicação Compartilhada da Teia da Cultura Amazônica, que contou com a colaboração de inúmeros pontos de cultura e projetos socioculturais, Samir foi convidado a integrar a Equipe de Comunicação Compartilhada Teia Brasil – Tambores Digitais. Foram recebidas 175 inscrições de comunicadores de todo o país – ligados ou não a Pontos de Cultura. A comissão de seleção levou em conta critérios como distribuição regional, experiência em outras coberturas colaborativas, disponibilidade de tempo e de equipamento por parte dos inscritos.  Nilton Silva, irá pela Comissão Nacional de Pontos de Cultura – CNPdC, participar da terceira edição do Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, que acontece de 29 e 31 de março, parte da programação da Teia 2010 – Tambores Digitais, espaço para que os Pontos possam se conhecer melhor e, ainda, para aprofundar o debate sobre políticas públicas voltadas à Cultura no país, com ênfase nos Pontos de Cultura, Programa Cultura Viva e Sistema Nacional de Cultura. Expressão legítima e organizada deste movimento da cultura brasileira, que apresenta para o conjunto da sociedade sua produção artística, pautas políticas, práticas pedagógicas, manifestações e expressões culturais. Participação decisiva para garantirmos que este processo seja reconhecido como Política de Estado, incorporado ao Sistema Nacional de Cultura e amparado em dispositivos legais que qualifiquem a gestão compartilhada de Políticas Públicas, como a proposta de construção da Lei Cultura Viva. José Maria, ira participar representando o GT Pontões e Redes da Comissão Nacional de Pontos de Cultura, que tem como objetivo a articulação e fortalecimento dos fóruns e redes estaduais de Pontos de Cultura e Fortalecimento de ações transversais em rede entre Pontos de Cultura de todo o país e principalmente o Diálogo sobre os desafios institucionais da gestão compartilhada das Políticas Públicas de Cultura entre o Estado e a sociedade civil. 

Luã Gabriel, estará como delegado representando o Pontão de Cultura Rede Juvenil e coordenador do Projeto, levando para a Teia – Tambores Digitais a metodologia de Desenvolvimento Local Amazônico que os Argonautas à mais de uma década aplica na Amazônia e o debate a cerca da execução de projetos na Amazônia, pontuando o Custo que tem realizar tais projetos.  Carlos Siqueira, estará como delegado representando o Ponto de Cultura Ananin, e coordenador do Projeto, onde irá participar dos Fóruns de discussões na Teia das Ações – Eixo Memória, onde pontos de memória de todo o país vão se reunir, de 26 a 28 de março, para o debaterem sobre o tema memória social, afim de apresentar e definir estratégias de ação, trocar idéias e experiências culturais. Na programação estão prevista mesa-redonda com o tema “O poder transformador da memória”, uma “Roda da Memória” – atividade com metodologia aplicada pelo Museu da  

Pessoa; e um momento em que será discutido o inventário participativo a ser desenvolvido pelos Pontos de Memória. 

A Teia das Ações pode ser considerada como uma zona de intersecção entre os pontos, facilitando e organizando as trocas e o aprendizado coletivos que o evento promete proporcionar, disparando reflexões e inspirando futuras ações estratégicas de continuidade.
Além da divulgação e circulação ampla das propostas, um documento-síntese será encaminhado ao ministro da Cultura Juca Ferreira, a fim de enriquecer as articulações em torno das políticas públicas de cultura do Brasil.Teia das Ações acontece na manhã do dia 26 (sexta-feira) e reunirá os cerca de 600 participantes inscritos nos 15 eixos-temáticos propostos.  No período da tarde, as redes iniciam seus encontros, afim de consolidarem relatórios a serem apresentados na manhã do dia 28 (domingo) e encaminhados ao Ministério da Cultura.
Espera-se também que deste diálogo surjam propostas que reforcem a necessária institucionalização dos Programa Cultura Viva e Mais Cultura como políticas de Estado no Brasil.
A abertura da
Eixos-temáticos
O Programa Cultura Viva fomenta diferentes ações e iniciativas, cujo objetivo maior é a formação contínua de redes para estabelecimento de novas relações sociais, não hierárquicas, e o fortalecimento, protagonismo e autonomia das organizações e agentes culturais.
Dentre elas, podemos citar o resgate da tradição oral (Ação Griô); a inclusão digital, fomento à pesquisa e formação de redes digitais (Cultura Digital); a produção e circulação de conteúdos livres (Mídias Livres); a valorização da cultura indígena a partir das suas próprias criações e produções (Redes Indígenas); o incentivo à sustentabilidade da cultura (Economia Viva); o aprofundamento da relação entre cultura e educação (Escola Viva) e cultura e saúde (Cultura e Saúde); o incentivo ao engajamento de jovens por meio de bolsas (Agente Cultura Viva) e a ampliação das possibilidades de intercâmbio artístico tem incrementado a divulgação das obras produzidas (Interações Estéticas).