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Manifesto árvore!

Publicado: 21 de setembro de 2014 em Geral
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10696219_10203013890413650_2484652855677758197_nPor Virgilio Moura

Arvore Brasil
A árvore
Do meu corpo que chamam madeira foram construídas as caravelas que fizeram a rota dos descobrimentos, alteraram a verdade sobre este planeta, e nelas aqui chegaram os do velho continente.
A árvore
Como somos solidárias e dadivosas, protegemos o solo que nos sustenta e alimentamos os animais e homens que vivem sob nós.
A árvore
Do meu corpo que chamam madeira os habitantes desta Terra faziam suas moradias e os objetos que utilizavam no dia a dia.
A árvore
Como esta Terra é abençoada pelo sol, crescemos rápido e em grandes extensões, no início ocupávamos praticamente tudo, aqueles que aqui estavam e os outros que vieram depois, precisavam do solo para se manter e construir um País, foram nos cortando e cortando.
Cortaram para abrir estradas, cortaram para implantar cidades, cortaram para plantar lavouras e pastos. Entendemos e fomos ao sacrifício.
A árvore
Do meu corpo que chamam madeira, foi construído o 1º objeto feito aqui por outra cultura, a cruz de cristo.
Uma de nós foi considerada a primeira riqueza aqui encontrada e que justificou a posse desta terra e do seu nome foi batizada: Brasil.
Do meu corpo que chamam madeira foram construídas as igrejas, santos e altares, compondo um dos maiores tesouros brasileiros, achando que me embelezavam me esconderam com tinta e ouro.
Do meu corpo que chamam madeira, alguns artistas brasileiros me mostraram orgulhosamente nua e com esta beleza criaram o Design Brasileiro.
Do meu corpo foram construídas coisas belas, muito belas.
Daquela grande família chamada Mata Atlântica, os nossos primos Jacarandás, Cerejeiras, Canelas, Gonçalo Alves, Aroeiras, Imbuias, Perobas, Vinháticos, Aracaúrias e Pinhos, agora existem muito poucos.
A árvore
Mas de repente cismaram de ocupar este solo, “a Hiléia Amazônica”, e instituíram uma lei que dizia:
Terás a posse destas terras, porém, só te dou se a tua terra de florestas e florestas for ocupada em 50%.
Com isso todos que aqui chegaram foram nos cortando e cortando para garantir a posse da Terra e não pararam mais de cortar.
Como tinham se passado muitos anos desde aquele início, as ferramentas de destruição avançaram muito, não somos mais cortadas a machado e serrotão, somos derrubadas a trator, cortadas a motoserra, vocês não acreditam da competência dessa tecnologia.
Mas o pior ainda estava por vir, como têm pressa, muita pressa, nos derrubam em massa, umas depois das outras e sabem o que acontece com aquelas que ficam de pé? não sabem????
Acreditem. SOMOS QUEIMADAS, e depois, olhem só¬¬_ que maldade, somos fatiadas e vamos para os FORNOS, _os Fornos!!!!! e viramos CARVÃO.
Depois de tantas dádivas que vos tenho dado!
De vos ter permitido construir tão grandioso País!
De proteger tantas infinitas águas! A riqueza do futuro!
Eu vos Pergunto?
Porque vocês me Queimam!!!!!!!
Fonte:

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Ah Yum Hunab Ku Evan Maya E Ma Ho
Hoje, muitas conexões em Belém. Terna conversa sobre tudo que tem estimulado o despertar dos dias com os hermanos Caio e Juca. Conheci a Casa Fora do Eixo Amazônia. Espaço mais que demais! A galera ta mantendo os sonhos acesos. Conseguimos circundar a semente da turner norte da Picanha de Chernobill. Conexões com 14 escolas da região metropolitana de belém mais 8 no sul do Pará. Serão cerca de 30 dias por estes lados em uma agenda de 24 shows. A cidade esta super receptiva para essa nova safra de Rock’n’Roll! Eu to só felicidade. Entreguei o segundo cd da picanha para o Edgar Proença, Jayme Katarro, Marcelo Damaso, Roberto Figueiredo, Fabricio e Inoar.

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Artistas, cineastas, produtores culturais, curadores, ativistas sociais, coletivos e galeristas se reúnem em São Paulo para dialogar sobre a produção e criação em torno dos temas patrimônio, memória e tecnologia social em rede. O Seminário acontece neste sábado, dia 8 de dezembro, a partir das 10 horas, coordenado pelo Estúdio Lâmina com a medição do curador do estúdio Luciano CortaRuas.
Os diálogos do Seminário serão abertos com a apresentação do documentário “Mestres Carpinteiros Navais – conhecer para valorizar”, filmado na cidade de Vigia de Nazaré, estado do Pará,  com narrativas dos mestres carpinteiros navais dos estaleiros da cidade sobre a arte, as técnicas de construção e as preocupações com o futuro da profissão, uma das mais antigas da Amazônia. O vídeo foi produzido pelo poeta e gestor cultural Samir Raoni, com direção do cineasta Mateus Moura e orientação do pesquisador Francisco Oliveira. Em março o vídeo será apresentado no Pará em circuito de apresentação que está sendo montado junto à rede de cineclubes e pontos de cultura, com apoio da Redecom Comunicação e Cultura em Rede Amazônia.

Dois eixos temáticos irão nortear os debates do Seminário, conduzidos por dois grandes realizadores da arte, do cinema, da produção e articulação cultural no Brasil. A produção audiovisual na formação da identidade e na valorização crítica da memória cultural no Brasil será o eixo de partida para Beto Brant nos contar um pouco de sua trajetória cinematográfica e o modo como monta sua narrativa visual sobre as realidades históricas, sociais e políticas do brasileiro atualmente.
Arte contemporânea, streat art e educação serão o mote para Baixo Ribeiro nos falar das pioneiras contribuições que a galeria Choque Cultural e seu Educativo-Instituto vem realizando nos campos da arte urbana e suas realizações na criação de novos processos educacionais que valorizam a potência comunicativa que a arte feita no espaço urbano oferece para transformar a realidade.

SERVIÇO:

Endereço: Estúdio Lâmina- Avenida São João, 108 – Sala 41
Data: 08/12/2012 (Sábado) a partir das 10h00
Telefone: 97029.6338 – Luciano Corta Ruas (curador e gestor do Estúdio Lâmina)

Evento Facebook: http://www.facebook.com/events/138328509651508/?ref=ts&fref=ts