CARAVANA DIGITAL: JUVENTUDE CONECTADA PELA CIDADANIA

RESUMO DO PROJETO

O projeto CARAVANA DIGITAL: JUVENTUDE CONECTADA PELA CIDADANIA é uma iniciativa da Ong Argonautas Ambientalistas da Amazônia em parceria com o governo do Estado visando a inclusão digital de jovens do município de Ananindeua a partir de 3 (três) passos; a) articular escolas e movimentos sociais voltados para a juventude, sensibilizando gestores de escolas, lideranças locais e parceiros a partir da necessidade de desenvolvimento de ações de inclusão digital, cultural e social; b) elaborar um diagnóstico participativo, cujo objetivo é o trabalho de campo pautado nas necessidades e demandas; c) formar e capacitar jovens a partir das oficinas e atividades a serem desenvolvidas pelo projeto, em especial as de inclusão digital e produção audiovisual/fotografia.

O projeto será executado entre os meses de janeiro a dezembro de 2009, em Ananindeua-PA.

 

JUSTIFICATIVA

O projeto CARAVANA DIGITAL: JUVENTUDE CONECTADA PELA CIDADANIA interará ações que vem sendo realizadas pelo projeto REDE AMAZÔNICA DE PROTAGONISMO JUVENIL, o qual disponibilizará de um Telecentro Móvel Multimídia, com todos os recursos para a realização das oficinas previstas no projeto, (Computadores, máquinas fotográficas, ilha de edição de vídeo), de modo a facilitar a mobilidade dos oficineiros e visitação dos locais selecionados para as oficinas. De modo que é uma forma de potencializar os objetivos tanto de um quanto de outro projeto, fazendo um casamento perfeito com vistas a promover a inclusão digital de modo cidadão.

A queda do muro de Berlim, o surgimento do Windows, do Linux e das comunidades de software livre, a digitalização de conteúdos e a difusão massiva de navegadores da internet, complementado pelos softwares de fluxo de trabalho, foram inovações tecnológicas que geraram um nível muito grande de conexão entre as pessoas e aplicativos em todos os continentes, permitindo aos usuários da rede mundial de computadores manipular os conteúdos digitalizados de forma ágil e interativa. O resultado é uma plataforma global completamente nova para as mais variadas formas de colaboração. De repente, cada vez mais gente, de lugares o mais diferentes, passaram a colaborar entre si, compartilhando trabalhos, cultura e negócios, numa escala sem precedentes, criando uma nova era da informação e da gestão compartilhada.

A chamada era da informação impõe muitos desafios aos jovens. O mundo está cada vez mais rápido, complexo e interativo. Os meios de comunicação de massa tradicionais, como rádio e tv, se multiplicaram. Segundo os pesquisadores, o volume de dados digitalizados dobra a cada vinte meses e a internet se tornou a maior base de dados do mundo. Os celulares se popularizam e hoje já superam em muito os telefones fixos e os novos modelos oferecem cada vez mais opção de convergência. Jamais, em todos os séculos, a humanidade produziu e veiculou tamanha quantidade de informação. Hoje estamos colocados diante dos dilemas: como transformar tanta informação em conhecimento relevante para a vida e como a juventude pode participar, de forma proativa, desse cenário.

O Mapa da Exclusão Digital (FGV 2003) mostra que até mesmo nas capitais dos estados do Norte a exclusão digital ainda é muito grande. A capital melhor colocada no Norte é Belém (PA), que aparece na posição 289 do ranking com índice de inclusão digital de 10,93%. Rio Branco, capital do Acre, aparece na posição 1.014 e índice de 5,91%, o menor da região. Neste contexto

Em relação aos acessos de Banda Larga, os dados apurados na pesquisa Barômetro Cisco de Banda Larga, realizada pela IDC Brasil (Analyze the Future) apontam que em dezembro de 2006, o Brasil tinha 5,7 milhões de acessos banda larga. Isso representa cerca de 3% da população do país, o maior contingente de banda larga da América Latina, onde se estima 9 milhões de acessos. Mas o Estado de São Paulo concentra sozinho o maior número de usuários de banda larga, com 39,3% dos acessos. A região Sudeste (sem SP) concentra 21,4%; Sul, 19,4%. O Nordeste tem apenas 8,9% dos usuários, seguido da região Norte com 5,7%. Por último, o Centro-Oeste, com 5,2%. A região Norte, que em 2005 respondia por 4,7%, aumentou a sua participação em um ponto percentual.

Dessa forma, o Governo do Estado do Pará, através do Edital Infocentro Navegapará: ações colaborativas para cidadania digital demonstra seu compromisso de promover as mudanças necessárias para construção de uma nova territorialidade digital.

A construção dessa rede digital construirá um ambiente favorável para que iniciativas da sociedade civil possam florescer constituindo um ciclo virtuoso, do virtual ao mundo real que é a Cidadania no Estado do Pará.

 

OBJETIVOS

  • Articular escolas e movimentos sociais no município de Ananindeua/Pará em ações de protagonismo juvenil e empreendedorismo social na perspectiva do desenvolvimento local, com vistas a inclusão digital e produção de audiovisual.
  • Construir uma visão de futuro com foco nas ações voltadas e realizadas com jovens, com o intuito de identificar e promover suas potencialidades, com vistas à integração dos mesmos.
  • Identificar e favorecer as redes, entidades e iniciativas da juventude no município, afim de estimular a sua participação e emancipação.
  • Promover a capacitação dos jovens em tecnologias multimídia pautada em produção de texto, imagem, som e mídias alternativas.
  • Estimular a formação de especialistas em Software Livre, visando disseminar o uso de plataformas livres.
  • Fomentar o Desenvolvimento Sustentável Local com foco no protagonismo juvenil.
  • Apoiar a produção do video-documentário “Vozes Jovens da Amazônia”, tendo como base o relatório da situação sociopolítica e cultural “das Juventudes”, a história de vida e a memória social de vários jovens de diferentes localidades, construído por eles mesmos em oficinas ministradas pelo projeto.
  • Realizar encontros para o intercâmbio e troca de experiências das ações desenvolvidas pelos jovens participantes.
  • Promover ações integradas através de redes, escolas, programas governamentais, telecentros e infocentros e ações em execução por organizações da sociedade civil, voltados para juventude, envolvendo os governos estaduais, municipais e empresas como parceiros do projeto para a sustentabilidade futura do das ações desenvolvidas.

 

PLANO DE TRABALHO

A metodologia para estruturação e gestão do projeto compreende três passos:

 

Primeiro Passo

Articular escolas e movimentos sociais voltados para a juventude (grupos de dança, meninos e meninas de rua, equipes esportivas amadoras, etc…, buscando sensibilizar gestores de escolas, lideranças locais e parceiros a partir da necessidade de desenvolvimento de ações de inclusão digital, cultural e social, que proporcione a produção de bens e serviços em diversas áreas; cadastrar público alvo através de visitas e reuniões. O ponto de culminância será um Seminário Visão de Futuro, que deverá ter participantes de cada um dos locais previamente articulados e que terão participação efetiva nas ações. Aqui será plantada a semente de uma “comunidade digital participativa” dentro da lógica de inclusão proposta pelo projeto. Uma vez elaborada participativamente, essa visão coletiva de futuro, o sonho, será compartilhada nas ações a serem  realizadas pelo projeto.

 

Segundo Passo

Elaboração de um diagnóstico participativo, cujo objetivo é a prática focada, feita com trabalho de campo e oficinas, lançando mão de metodologias participativas já consagradas. Novamente aqui, uma vez elaborado o diagnóstico, ele será compartilhado no projeto CARAVANA DIGITAL: JUVENTUDE CONECTADA PELA CIDADANIA.

Terceiro Passo

Formar e capacitar jovens. As oficinas e atividades a serem desenvolvidas pelo projeto, em especial as de inclusão digital e produção multimidia terão o objetivo de incluir jovens de escolas e movimentos sociais para que possam dominar as ferramentas hoje disponibilizadas pela tecnologia digital. Os locais das oficinas serão em especial escolas, centros comunitários, organizações da sociedade civil. O telecentro móvel permitirá essa mobilidade, de forma a se poder visitar localidades onde o acesso da juventude possa ser estimulado.

RESULTADOS ESPERADOS

  • Promover o acesso ao Portal Rede Juvenil de Pontos de Cultura em ambiente colaborativo, permitindo alimentação e acesso de dados, de forma aberta, e intranet para os participantes da Rede promoverem fórum, bate-papo e webconferência;
  • Através dos infocentros visitados será feita a difusão da produção dos Pontos de Cultura e parceiros dos movimentos sociais;
  • Fortalecimento na criação e montagem da Rádio Web da Juventude, repositório colaborativo on line de divulgação de conteúdos produzidos pela Rede Juvenil de Pontos de Cultura;
  • Fortalecimento/incentivo ao empreendedorismo, cooperativismo, estimulando práticas solidárias e cidadãs;
  • Incentivo à sustentabilidade da Rede de Ponto de Cultura proporcionando a conexão com parceiros governamentais e setor produtivo, uma vez que dá oportunidade de visibilidade as atividades que estão acontecendo na Rede de Pontos Cultura (Rede Juvenil).
  • Realização da agenda pactuada, que deve refletir os resultados esperados, agora com as modificações e pactuações do planejamento estratégico, como por exemplo, a montagem da rede de jovens, entidades e iniciativas sócio-culturais da juventude, envolvendo os participantes individuais e coletivos do município, por onde o projeto CARAVANA DIGITAL: JUVENTUDE CONECTADA PELA CIDADANIA será realizado;
  • As oficinas de Comunicação Comunitária para 100 participantes, capacitando a rede para se auto gerir;
  • Desenvolvimento de um blog em ambiente colaborativo para permitir alimentação e acesso de dados, de forma aberta, e intranet para os participantes do projeto CARAVANA DIGITAL: JUVENTUDE CONECTADA PELA CIDADANIA;
  • Difusão da produção dos participantes e dos movimentos sociais, através de parceria com meios de comunicação; articulação de parcerias;
  • Realização de reuniões virtuais para troca de experiências e intercâmbio entre os membros da Rede, sendo que cada participante ganhará um endereço eletrônico e participará de uma lista de discussões específica do projeto.

 

HISTÓRICO DOS ARGONAUTAS

Argonautas, entre os gregos, eram os pilotos navegantes do barco Argo, navio veloz que os conduziu a inúmeras expedições, batalhas e descobertas de mares e continentes distantes. Corajosos e intrépidos, os argonautas arriscavam-se para conquistar o “tosão de ouro” ou “Velocino”, que simbolizava prosperidade e sabedoria para o povo que o possuísse.

São consagradas na mitologia grega as batalhas que os argonautas se envolveram, como a da Bitínia onde livraram o povo do déspota e tirano rei Amico; ou em Dólios, onde derrotaram gigantes de seis braços, filhos da terra. Foi o poeta latino Sêneca quem expressou a importância da impetuosidade dos argonautas ao falar de Tífis, um dos pilotos do navio: “Tífis teve a audácia de desdobrar as primeiras velas sobre a imensidão dos mares e ditar novas leis aos ventos…”.

Mesmo na Amazônia é conhecida na mitologia indígena a lenda de um barco poderoso e veloz pilotado por deuses, guerreiros e guerreiras que criaram várias tribos à beira do rio Amazonas e fecundavam a floresta com animais e alimentos.

A mitologia grega serviu de inspiração para a criação da organização não-governamental sem fins lucrativos Argonautas Ambientalistas da Amazônia, fundada em 14 de agosto de 1992, no campus da Universidade Federal do Pará, em decorrência da mobilização para a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, também conhecida como ECO-92.

Com a finalidade de defender o meio ambiente e promover o desenvolvimento local sustentável, a cidadania e a democratização das relações sociais, humanas, econômicas, políticas e culturais da Amazônia, os Argonautas, ao longo de seus 15 anos, contribuíram para o meio ambiente e a qualidade de vida no Pará.

Os Argonautas já implementaram programas de desenvolvimento local em nove municípios do Estado do Pará (Marapanim, Maracanã, Magalhães Barata, Jacundá, Praínha, Brejo Grande do Araguaia, Palestina do Pará, Paragominas, Rondon do Pará) e reforçaram programas já implantados em outros seis municípios (Muaná, Mojú, Jacareacanga, Tucumã, Portel e Oeiras do Pará), através de parceria com o Governo Federal, Governo do Estado, SEBRAE e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO.

Através de parceria com a Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Belém, os Argonautas atuaram na discussão e elaboração de propostas de ações que incidiram sobre a política ambiental da cidade, especialmente as relacionadas a balneabilidade das praias, poluição sonora, contaminação da bacia hidrográfica por óleo queimado, entre outros. Com a Assembléia Legislativa, os Argonautas discutiram e elaboraram projetos de lei para ampliar e democratizar o Conselho Estadual do Meio Ambiente e regulamentar a produção e comercialização de produtos transgênicos no Estado do Pará.

A educação popular ambiental e a educação profissionalizante também fazem parte do projeto político dos Argonautas Ambientalistas da Amazônia, promovendo a formação de jovens para a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, através do ecoturismo, protagonismo juvenil, patrimônio histórico e cultural, dentre outros.

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