Arquivo da categoria ‘Literatura’

Despir minha camisa, meu livro, meu casaco, minha vida
Deixá-los, cascas vazias e folhas secas
Ir em busca de comida e de uma nascente
De água fresca.
 
Encontrarei uma árvore tão grossa quanto dez homens gordos
Água cristalina correndo entre suas raízes cinzentas
Bagos encontrarei, maçãs selvagens e nozes,
E chamarei tudo de lar.
 
Direi ao vento meu nome, e a mais ninguém.
A verdadeira loucura nos toma ou nos deixa na floresta
na metade da vida de todos nós. Minha pele será
meu rosto agora.
 
Eu devo ser doido. Deixando a razão com os sapatos e a casa,
meu estômago dói. Cambalearei através do verde
rumo a minhas raízes, e folhas e espinhos e botões,
e tremerei.
 
Abandonarei as palavras para andar no mato
Serei o homem da floresta, saudarei o sol,
E sentirei o silêncio brotar na minha lingua
como linguagem.
 
Neil Gaiman

Poema Publicado no Livro “Coisas Frágeis”, na primavera de 2006 pela Editora Conrad Brasil

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Hoje foi gravado um documentário sobre produção cultural, processo de planejamento e execução — com Andy MarshallMilena Monforte RochaJazz MotaSamir Raoni e Patricia Dos Santos Lopes.

 

somos soma de caminhos feito a grãos...

Intervenção multi sensorial no coração do Vale do Anhangabaú da Feliz Cidade. Fotografia Marina Bitten

Androides Andróginos: Intervenção, vivência e performance!

O processo de 10 seres criadores exposto no Estúdio Lâmina

O título parece sugerir uma invasão alienígena, mas a banda que vai habitar por 40 dias o Estúdio Lâmina, no centro histórico de São Paulo, é composta por 10 seres criadores que juntos vão expor sua vivência e seu processo criativo em interação com o mundo. Observação, Intuição e interação. O imaginário compartilhado. Trata-se de uma exposição em movimento, começando e se transformando todos os dias, numa inauguração constante de 22 de março até o dia 30 de Abril.

A música deu origem a esse encontro repleto de trocas e potencialidades onde cada indivíduo se expressa num processo contínuo, cocriando assim, numa dança harmônica, a exposição Androides Andróginos. O visitante entra em conexão com o agora do processo de cada residente presente.

Os artistas vão expor seus processos como se estivessem num aquário, mas abrindo lacunas para interagir suas obras e ideias com as pessoas que constroem o centro de São Paulo. Essas pessoas serão convidadas a interagir em momentos pontuais do processo de criação e também durante as oficinas que serão propostas nesse período. O visitante vai se conectar, através de fones de ouvido e da observação. Outra forma de conexão com os Androides vai ser uma rede virtual, aberta ao público de qualquer lugar do mundo através de transmissão streaming, de áudio e vídeo.

Nessa vivência, cada um vai expor seu deserto e sua transformação como areia movediça, mostrando ao público que as sutilezas e fragilidades humanas podem e devem ser compartilhadas, afinal ” Todo ser é criador” !

Sobre o Estúdio Lâmina

O Estúdio Lâmina é um espaço de arte polimorfa e invenção em arte contemporânea situado em um prédio construído na década de 40, no centro histórico de São Paulo. Inaugurado em novembro de 2011 como casa-galeria, estúdio de criação e residência artística,o Lâmina tem como proposta ser um Espaço de Cultura Independente para estimular a pesquisa em artes, e divulgar o trabalho de novos artistas, criando um ambiente permanente de troca entre artes visuais, música, dança, circo contemporâneo, cinema, poesia, provocando novas narrativas para o debate de políticas públicas e culturais do centro e das margens de São Paulo.

Exposição Androides Andrógenos
De 22 de março a 30 de abril de 2014

Estúdio Lâmina
Av. São João, 108 – sala 41 – Centro Histórico – São Paulo/SP – facebook.com/estudiolamina

visitas, de terça a sábado, 11h às 17h
+55 11 3228 6815
+55 11 970 296 338

Comunicação Laminada
Jazz Mota
jessicamota@gmail.com
(11) 98206-4731

ImagemParaense radicado em Sampa, ele mostra suas preferências musicais

Envolvido com a cena musical do eixo São Paulo-Belém, tendo inclusive concebido a recente Mostra ‘Retratos de Uma Cena’ que aportou no Cine Líbero Luxardo no último dia 26, o cineasta, escritor e poeta Samir Raoni comanda o Interferência Zero desta quarta-feira, 1º de maio.

Ligado à banda paulistana Picanha de Chernobill, o paraense vive na Paulicéia, onde dirige e roteiriza clipes – como este “Velhos Sonhos” -, além do registro biográfico audiovisual da trajetória do grupo. Para o programa, ele conta que buscou fazer uma seleção musical onde uma canção desse continuidade verbal à outra.
Raoni destaca “I Want You”, de Bob Dylan, “Menino Jesus” de Tom Zé, e ainda Jorge Bne Jor, Novos Baianos (“Brasileiro”), Mestre Solano e La Pupuña.
Quer saber quais as outras músicas eleitas pelo nosso ouvinte? Então se ligue na Rádio Cultura FM 93.7, neste feriado, a partir das 11h, e curta o “Interferência Zero”.
O programa também pode ser acompanhado através do Portal Cultura.

ENEM, fraude e impunidade?

Publicado: 1 de maio de 2010 em Literatura
Tags:,

Por Samir Raoni

Universitários andam em carros de luxo, mas estudam de graça em faculdades particular, e o governo ainda dá a esses estudantes uma ajuda de R$ 300 por mês. Como é possível uma coisas dessas?” é a chamada do programa da Rede Globo que vai ao ar nesse domingo, escândalo que esta provocando várias discussões na blog-esfera. A situação vergonhosa que envolve políticos, empresários e uma gama de falsos pobres, que andam em carros de 200 mil reais e moram em casas de mais de 500 mil reais, demonstra a fragilidade do sistema, falho e completamente excludente. Esses estudantes que estão ocupando as vagas de quem realmente necessita, apadrinhados pelo poder aquisitivo e influência politica de seus pais, vão ficar impuni?

A blogue-esfera se mobiliza em suas comunidades e redes sociais para que não acabe sem uma posição firme e coerente do poder público. Como eles conseguem fraudar o sistema sem que esses grandes gestores saibam? É a pergunta que alimenta várias opiniões.

Essa discussão deve ser encarada com responsabilidade e maturidade, pois essa discussão tem um carácter mobilizador, e as escolas, universidades e órgãos competentes devem se .posicionar.

Esse esquema, alem de ser um desrespeito com a população custam aos cofres públicos uns bons milhões de reais, fazendo a engrenagem do poder e centralismo continuar massacrando e segregando a população, assassinando a cidadania o compromisso com o desenvolvimento educacional e cultura do país. A justiça brasileira quase sete meses após o escândalo da venda das provas do Enem 2009, não deu nenhuma retorno a população, não tendo nenhuma ação contra os envolvidos. Na época, o exame foi cancelado, prejudicando milhares de estudantes.

Estou fazendo uma campanha em meu twitter e blog aproveitando os recursos da web 2.0 para alcançar o máximo de amigos possível, junto a uns tantos mil web-ativistas que tem levado adiante essa discussão, fazendo com que o máximo de pessoas saibam, participem e manifestem sua opinião.

VEJA OS VÍDEOS

Universitários andam em carros bacanas, mas estudam de graça em faculdade particular(aqui)

Ministro da Educação explica fraude do Enem na Comissão de Educação (aqui)

Novas denúncias de fraude no ENEM (aqui)

ENEM – Estudantes reclama de prejuízos por adiamento do Enem (aqui)

“Fantástico”: Suspeito de furtar as provas do Enem diz que agiu de boa fé (aqui)

Parabéns a todos nós!
Vejo que a Rede Teatro da Floresta esta se fortalecendo dia após dia!
Temos muitos desafios pela frente.
Li na pagina principal da rede que aconteceu o PRIMEIRO ENCONTRO PRESENCIAL PARA ARTISTAS/ARTICULADORES DA REDE TEATRO D@ FLORESTA NA CARONA DO PRÓXIMO ATO – REGIÃO NORTE.
REDE TEATRO D@ FLORESTA – POR UMA BIOPOLÍTICA PARA OS ARTISTAS DE CENA DA AMAZÔNIA.

Eu quero conhecer o grupo. Tenho muito que colaborar para esse processo de fortalecimento.
Estou em contato direto com a Rede Mundial dos Artistas, ABRA – Rede Brasileira de Arte Educadores e IDEA.org – Associação Internacional de Drama, Teatro e Educação. Como Facilitador do Pontao de cultura Rede Amazônica de Protagonismo Juvenil tenho interesse de aproximar a Rede Teatro da Floresta desses outros movimentos, agindo cada vez mais em rede.
Tenho divulgado a Rede Teatro da Florestas por onde passo.
Acredito muito nessa Rede.
Vários arte educadores-amigos já entraram para esta casa.

Estamos construindo junto a outras redes a articulação do IDEA 2010.

Vc deve esta sabendo desse importante encontro Internacional de Arte Educação Pelo Reencantamento do Mundo que será em Belém.

Como faço para conhecer o grupo, quero ser um braço de gestão desse espaço.

Estamos aqui para somar!

Atenciosamente,

Samir Raoni
Facilitador do Pontão de Cultura Rede Amazônica de Protagonismo Juvenil / Colaborador da Aliança Mundial dos Artistas / ABRA / IDEA 2010

O artista para álem da técnica

Publicado: 10 de outubro de 2009 em Literatura
O artista para álem da técnica
por Samir Raoni
“A arte chega a um “deserto” onde a única coisa reconhecível que há é a sensibilidade” Refletiu Klasimir Malevitch no Manifesto do Suprematismo, Escrito em 1927.
Os artistas de ontem e de hoje, continuam a ser, crer, ter a subversão da resistência acesa – mesmo que as lunetas e veias que corriam, correm tenha mostrado o outro lado da ilha.
A genuína arte se descobre, mesmo que na subjetividade.
O artista não deve ser visto como um ser iluminado – apesar de haverem estes – se houver uma forma de ser visto, seria como um tela em que no principio era branca, tela em que tons se fizeram, foram feitas, é assim que o artista cria sentido aquilo que em outrora não tinha sentido.
O artista esta a todas as horas se utilizando das freqüências universais para criar um ambiente que favoreça a sua compreensão de si em reflexão para o mundo.
A arte, de certa forma é sempre subjetiva, vista que quem esta de fora, recria, reconstrói, resignifica aquela expressão que surgiu de outros embriões, de outras resigficações.
Refletindo a arte como um espírito que não esta atrelado a uma linguagem repleta de lógica, técnica, e sim como uma janela por onde passa alguns feches de luz, e essa clareza que se apresenta (é descoberta) em pequenos centímetros se expressa por uma linguagem que se apropriá da técnica, mas por ela passa sem se prender aos limites que os sentidos técnicos costumam ter.
O artista precisa ter contato com as linguagens técnicas por ser um rio que já foi navegado, mas deve saber que aquele em outrora não existia, foi criado, significado por um outro artista, que na necessidade ou tentativa de gerar transferência, desenvolveu uma linguagem técnica.
O artista se apropria para se desapropriar, criar sua própria coerência, mesmo que ela não faça sentido para “ninguém”.
O artista antes de quaisquer coisa, tem de saber qual foi o processo criativo, intuitivo, poético que aquela expressão representou para consigo.\

por Samir Raoni

“A arte chega a um “deserto” onde a única coisa reconhecível que há é a sensibilidade” Refletiu Klasimir Malevitch no Manifesto do Suprematismo, Escrito em 1927″.

Os artistas de ontem e de hoje, continuam a ser, crer, ter a subversão da resistência acesa – mesmo que as lunetas e veias que corriam, correm tenha mostrado o outro lado da ilha.

A genuína arte se descobre, mesmo que na subjetividade. O artista não deve ser visto como um ser iluminado – apesar de haverem estes – se houver uma forma de ser visto, seria como um tela em que no principio era branca, tela em que tons se fizeram, foram feitas, é assim que o artista cria sentido aquilo que em outrora não tinha sentido.

O artista esta a todas as horas se utilizando das freqüências universais para criar um ambiente que favoreça a sua compreensão de si em reflexão para o mundo.

A arte, de certa forma é sempre subjetiva, vista que quem esta de fora, recria, reconstrói, resignifica aquela expressão que surgiu de outros embriões, de outras resigficações.

Refletindo a arte como um espírito que não esta atrelado a uma linguagem repleta de lógica, técnica, e sim como uma janela por onde passa alguns feches de luz, e essa clareza que se apresenta (é descoberta) em pequenos centímetros se expressa por uma linguagem que se apropriá da técnica, mas por ela passa sem se prender aos limites que os sentidos técnicos costumam ter.

O artista precisa ter contato com as linguagens técnicas por ser um rio que já foi navegado, mas deve saber que aquele em outrora não existia, foi criado, significado por um outro artista, que na necessidade ou tentativa de gerar transferência, desenvolveu uma linguagem técnica.

O artista se apropria para se desapropriar, criar sua própria coerência, mesmo que ela não faça sentido para “ninguém”.

O artista antes de quaisquer coisa, tem de saber qual foi o processo criativo, intuitivo, poético que aquela expressão representou para consigo.