Arquivo da categoria ‘Cinema’

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Hoje foi gravado um documentário sobre produção cultural, processo de planejamento e execução — com Andy MarshallMilena Monforte RochaJazz MotaSamir Raoni e Patricia Dos Santos Lopes.

 

somos soma de caminhos feito a grãos...

Intervenção multi sensorial no coração do Vale do Anhangabaú da Feliz Cidade. Fotografia Marina Bitten

Androides Andróginos: Intervenção, vivência e performance!

O processo de 10 seres criadores exposto no Estúdio Lâmina

O título parece sugerir uma invasão alienígena, mas a banda que vai habitar por 40 dias o Estúdio Lâmina, no centro histórico de São Paulo, é composta por 10 seres criadores que juntos vão expor sua vivência e seu processo criativo em interação com o mundo. Observação, Intuição e interação. O imaginário compartilhado. Trata-se de uma exposição em movimento, começando e se transformando todos os dias, numa inauguração constante de 22 de março até o dia 30 de Abril.

A música deu origem a esse encontro repleto de trocas e potencialidades onde cada indivíduo se expressa num processo contínuo, cocriando assim, numa dança harmônica, a exposição Androides Andróginos. O visitante entra em conexão com o agora do processo de cada residente presente.

Os artistas vão expor seus processos como se estivessem num aquário, mas abrindo lacunas para interagir suas obras e ideias com as pessoas que constroem o centro de São Paulo. Essas pessoas serão convidadas a interagir em momentos pontuais do processo de criação e também durante as oficinas que serão propostas nesse período. O visitante vai se conectar, através de fones de ouvido e da observação. Outra forma de conexão com os Androides vai ser uma rede virtual, aberta ao público de qualquer lugar do mundo através de transmissão streaming, de áudio e vídeo.

Nessa vivência, cada um vai expor seu deserto e sua transformação como areia movediça, mostrando ao público que as sutilezas e fragilidades humanas podem e devem ser compartilhadas, afinal ” Todo ser é criador” !

Sobre o Estúdio Lâmina

O Estúdio Lâmina é um espaço de arte polimorfa e invenção em arte contemporânea situado em um prédio construído na década de 40, no centro histórico de São Paulo. Inaugurado em novembro de 2011 como casa-galeria, estúdio de criação e residência artística,o Lâmina tem como proposta ser um Espaço de Cultura Independente para estimular a pesquisa em artes, e divulgar o trabalho de novos artistas, criando um ambiente permanente de troca entre artes visuais, música, dança, circo contemporâneo, cinema, poesia, provocando novas narrativas para o debate de políticas públicas e culturais do centro e das margens de São Paulo.

Exposição Androides Andrógenos
De 22 de março a 30 de abril de 2014

Estúdio Lâmina
Av. São João, 108 – sala 41 – Centro Histórico – São Paulo/SP – facebook.com/estudiolamina

visitas, de terça a sábado, 11h às 17h
+55 11 3228 6815
+55 11 970 296 338

Comunicação Laminada
Jazz Mota
jessicamota@gmail.com
(11) 98206-4731

A banda Vaudeville disponibiliza seu novo álbum em mp3 para download no link a baixo. O álbum intitulado de Mecanismos Frouxos Funcionários trás musicas como Gerson, Axel Flag entre outras que a banda já vinha apresentando em seus últimos shows. A Vaudeville faz seu groove psicodélico e seu rock sessentista desde 2008 com seu primeiro álbum Absurdo Fantástico.
O disco trás 10 faixas inéditas compostas pela banda e gravado nos estúdios Cachoeira e nos estúdios da Cúpula que também é casa do guitarrista e fotografo Cisco Vasques em São Paulo.
A banda é formada por Tomás Oliveira nos vocais, baixos e pianos, Cisco Vasques nas guitarras, Axel Flag nos vocais, Marcio Sujeira na bateria e Pedro Pelotas hammond, clavinet e pianos.
O disco foi produzido por Gustavo Breier, que já trabalhou com Hermeto Pascoal, Artur de Faria entre outros e mixado por Jander Antunes.
Os gaúchos radicados em São Paulo prometem uma obra altamente viajante e envenenada, o disco será lançado para venda em formato de Vinil duplo em inicio de 2014.
A banda teve o cuidado de produzir um documentário cinematográfico do processo de gravação e também a cena, bandas e músicos que envolve o Mecanismos Frouxos Funcionários produzido de 2011 a 2013.
A capa foi clicada por cisco vasques, cena extraída do grupo de teatro Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz de Porto Alegre.

Documentário:
vimeo.com/77858360
Disco para donwload:
http://www.ciscovasques.com/cd/VaudevilleMecanismos.zip

Fruto da parceria entre APJCC e SESC Boulevard, o Curso de Cinema Asiático Contemporâneo,sob a égide da Ordem Monge Takuan, nasceu da urgência em democratizar o acesso a uma cinematografia importantíssima da Imagemcontemporaneidade. Pensar o cinema feito hoje em Taiwan, na China, na Coréia, na Tailândia, no Japão é de suma importância para acompanhar os passos da sétima arte dentro de sua Historia. Cinéfilos, críticos, apreciadores e profissionais do cinema necessitam estar conectados, de uma forma ou de outra, aos grandes autores que surgem, mas que não chegam.
Neste segundo módulo do Curso, “A vida como ela é, uma vez”, serão apresentados o sul-coreano Hong Sang-Soo e o chinês Jia Zhang-Ke. No bojo, obviamente, um estudo aprofundado da linguagem em si.
É clichê repetir, em cursos de estética, que a melhor aula de uma determinada arte é conhecer profundamente seus mais contundentes artífices. No caso deste curso, não
faltam pretendentes.

Mais informaçoes:
Curso de Cinema Asiático Contemporâneo: enfim às Índias
Se houve vezes na História do Cinema em que os EUA trouxeram a novidade, ou a França, a Itália, o Brasil, a URSS, hoje, sem dúvida, é dos países do Extremo Oriente que surgem os objetos mais notadamente não-identificados. Afora o movimento forte de vanguarda, parece vir de lá, como se não bastasse, o melhor “cinema clássico”, assim como o melhor “cinema comercial”.
Tais cinematografias, por se tratarem de obras experimentais e/ou distantes, tem circulação restrita a poucos circuitos alternativos. Devido a essa falta de acesso, acabamos creditando a outrem o pódio que outros mereciam ocupar.
O “Curso de Cinema Asiático Contemporâneo: enfim às Índias” propõe uma grande navegação a esse inexplorado continente, tão rico e fascinante. A cartografia deverá ser crítica, os olhos nus e a vontade de exploração criativa. Serão 4 módulos, 2 cineastas perseguidos em cada. Enfim às Índias, sem sair do lugar.

Módulo 2: A vida como ela é, uma vez
(HONG SANG SOO & JIA ZHANG-KE E A ORIGEM DO MUNDO)

Se gênios do cinema como Yasujiro Ozu, Roberto Rossellini, Eric Rohmer, Jean Eustache acreditaram na máquina audiovisual como esse aparato que ao revelar o mundo constrói um universo, é porque seguiam a máxima hermética que o que está do lado de fora é como o que está do lado de deImagemntro. Verdadeiros mensageiros alados, ao deslizar as encostas do caminho que trilharam, engendraram em seus momentos de comunicação com o mundo, fiéis epifanias, tecidas de arte e milagre.
Hong Sang-Soo e Jia Zhang-Ke, herdeiros contundentes deste cinema que Louis Lumiére, Robert Flaherty, André Bazin, Cesare Zavattini sonharam outrora, são, enquanto orientais (ocidentais), indivíduos ícones de nossa era.
Os personagens do primeiro são sempre homens-artistas-perdidos, perdidos com sua mente e a vontade inelutável de criar, perdidos com sua pica e a vontade inexorável de copular… Em “Noite e dia”, em cena antológica e ontológica, numa exposição dos quadros do realista Gustave Courbet, o casal discute, perscrutando o quadro, se ele se chama “A Origem do Mundo” ou “A Origem do Homem”. O diretor coreano Hong Sang-Soo, ao originar o seu mundo no espaço do tempo de um plano, retorna sempre às origens do homem & ao originar no personagem o homem segue sempre em direção ao mundo. Assim como o quadro que está na parede do museu não é nada além de uma superfície com tintas, o universo que se projeta fantasmático não é nada mais que luz de um outrora aprisionado. A vida como ela é, uma vez.
O segundo, o chinês Jia Zhang-Ke, impressiona com o seu faro de observador atento das superfícies mais profundas. Vê no cinema, claramente, sacro ofício de uma função: registrar o Mundo. Tarefa paradoxal em sua subjetividade-objetividade, labiríntica em suas entranhas, a arte de gravar é, em seu livre-arbítrio, problema ético dos mais complexos.
Em “Em busca da Vida”, filme onde registra o drama de cidadãos se adequando às decisões da nação, Jia traz a tona o homem em sua relação mais direta com a existência. Lembrando sempre da ficção inerente à construção artística, não obstante, nos recorda sempre que há um narrador, e que toda verdade só pode brilhar envolta neste olhar terno e desconfiado chamado mentira. A vida como ela é, uma vez.
Era uma vez…

Idealização e texto: Mateus Moura (APJCC – 2013)

SERVIÇO:
Módulo II – A vida como ela é, uma vez
09, 10, 11 e 12 de julho
De 10h as 13h
No Sesc Boulevard
(Av. Boulevard Castilho França, 522-523 – Campina)
INSCRIÇÕES ABERTAS – de 02 a 12 de julho, das 10h as 18h – no Sesc Boulevard
CURSO GRATUITO COM VAGAS LIMITADAS

ImagemParaense radicado em Sampa, ele mostra suas preferências musicais

Envolvido com a cena musical do eixo São Paulo-Belém, tendo inclusive concebido a recente Mostra ‘Retratos de Uma Cena’ que aportou no Cine Líbero Luxardo no último dia 26, o cineasta, escritor e poeta Samir Raoni comanda o Interferência Zero desta quarta-feira, 1º de maio.

Ligado à banda paulistana Picanha de Chernobill, o paraense vive na Paulicéia, onde dirige e roteiriza clipes – como este “Velhos Sonhos” -, além do registro biográfico audiovisual da trajetória do grupo. Para o programa, ele conta que buscou fazer uma seleção musical onde uma canção desse continuidade verbal à outra.
Raoni destaca “I Want You”, de Bob Dylan, “Menino Jesus” de Tom Zé, e ainda Jorge Bne Jor, Novos Baianos (“Brasileiro”), Mestre Solano e La Pupuña.
Quer saber quais as outras músicas eleitas pelo nosso ouvinte? Então se ligue na Rádio Cultura FM 93.7, neste feriado, a partir das 11h, e curta o “Interferência Zero”.
O programa também pode ser acompanhado através do Portal Cultura.

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Artistas, cineastas, produtores culturais, curadores, ativistas sociais, coletivos e galeristas se reúnem em São Paulo para dialogar sobre a produção e criação em torno dos temas patrimônio, memória e tecnologia social em rede. O Seminário acontece neste sábado, dia 8 de dezembro, a partir das 10 horas, coordenado pelo Estúdio Lâmina com a medição do curador do estúdio Luciano CortaRuas.
Os diálogos do Seminário serão abertos com a apresentação do documentário “Mestres Carpinteiros Navais – conhecer para valorizar”, filmado na cidade de Vigia de Nazaré, estado do Pará,  com narrativas dos mestres carpinteiros navais dos estaleiros da cidade sobre a arte, as técnicas de construção e as preocupações com o futuro da profissão, uma das mais antigas da Amazônia. O vídeo foi produzido pelo poeta e gestor cultural Samir Raoni, com direção do cineasta Mateus Moura e orientação do pesquisador Francisco Oliveira. Em março o vídeo será apresentado no Pará em circuito de apresentação que está sendo montado junto à rede de cineclubes e pontos de cultura, com apoio da Redecom Comunicação e Cultura em Rede Amazônia.

Dois eixos temáticos irão nortear os debates do Seminário, conduzidos por dois grandes realizadores da arte, do cinema, da produção e articulação cultural no Brasil. A produção audiovisual na formação da identidade e na valorização crítica da memória cultural no Brasil será o eixo de partida para Beto Brant nos contar um pouco de sua trajetória cinematográfica e o modo como monta sua narrativa visual sobre as realidades históricas, sociais e políticas do brasileiro atualmente.
Arte contemporânea, streat art e educação serão o mote para Baixo Ribeiro nos falar das pioneiras contribuições que a galeria Choque Cultural e seu Educativo-Instituto vem realizando nos campos da arte urbana e suas realizações na criação de novos processos educacionais que valorizam a potência comunicativa que a arte feita no espaço urbano oferece para transformar a realidade.

SERVIÇO:

Endereço: Estúdio Lâmina- Avenida São João, 108 – Sala 41
Data: 08/12/2012 (Sábado) a partir das 10h00
Telefone: 97029.6338 – Luciano Corta Ruas (curador e gestor do Estúdio Lâmina)

Evento Facebook: http://www.facebook.com/events/138328509651508/?ref=ts&fref=ts