Arquivo da categoria ‘Artes Cênicas’

somos soma de caminhos feito a grãos...

Intervenção multi sensorial no coração do Vale do Anhangabaú da Feliz Cidade. Fotografia Marina Bitten

Androides Andróginos: Intervenção, vivência e performance!

O processo de 10 seres criadores exposto no Estúdio Lâmina

O título parece sugerir uma invasão alienígena, mas a banda que vai habitar por 40 dias o Estúdio Lâmina, no centro histórico de São Paulo, é composta por 10 seres criadores que juntos vão expor sua vivência e seu processo criativo em interação com o mundo. Observação, Intuição e interação. O imaginário compartilhado. Trata-se de uma exposição em movimento, começando e se transformando todos os dias, numa inauguração constante de 22 de março até o dia 30 de Abril.

A música deu origem a esse encontro repleto de trocas e potencialidades onde cada indivíduo se expressa num processo contínuo, cocriando assim, numa dança harmônica, a exposição Androides Andróginos. O visitante entra em conexão com o agora do processo de cada residente presente.

Os artistas vão expor seus processos como se estivessem num aquário, mas abrindo lacunas para interagir suas obras e ideias com as pessoas que constroem o centro de São Paulo. Essas pessoas serão convidadas a interagir em momentos pontuais do processo de criação e também durante as oficinas que serão propostas nesse período. O visitante vai se conectar, através de fones de ouvido e da observação. Outra forma de conexão com os Androides vai ser uma rede virtual, aberta ao público de qualquer lugar do mundo através de transmissão streaming, de áudio e vídeo.

Nessa vivência, cada um vai expor seu deserto e sua transformação como areia movediça, mostrando ao público que as sutilezas e fragilidades humanas podem e devem ser compartilhadas, afinal ” Todo ser é criador” !

Sobre o Estúdio Lâmina

O Estúdio Lâmina é um espaço de arte polimorfa e invenção em arte contemporânea situado em um prédio construído na década de 40, no centro histórico de São Paulo. Inaugurado em novembro de 2011 como casa-galeria, estúdio de criação e residência artística,o Lâmina tem como proposta ser um Espaço de Cultura Independente para estimular a pesquisa em artes, e divulgar o trabalho de novos artistas, criando um ambiente permanente de troca entre artes visuais, música, dança, circo contemporâneo, cinema, poesia, provocando novas narrativas para o debate de políticas públicas e culturais do centro e das margens de São Paulo.

Exposição Androides Andrógenos
De 22 de março a 30 de abril de 2014

Estúdio Lâmina
Av. São João, 108 – sala 41 – Centro Histórico – São Paulo/SP – facebook.com/estudiolamina

visitas, de terça a sábado, 11h às 17h
+55 11 3228 6815
+55 11 970 296 338

Comunicação Laminada
Jazz Mota
jessicamota@gmail.com
(11) 98206-4731

A banda Vaudeville disponibiliza seu novo álbum em mp3 para download no link a baixo. O álbum intitulado de Mecanismos Frouxos Funcionários trás musicas como Gerson, Axel Flag entre outras que a banda já vinha apresentando em seus últimos shows. A Vaudeville faz seu groove psicodélico e seu rock sessentista desde 2008 com seu primeiro álbum Absurdo Fantástico.
O disco trás 10 faixas inéditas compostas pela banda e gravado nos estúdios Cachoeira e nos estúdios da Cúpula que também é casa do guitarrista e fotografo Cisco Vasques em São Paulo.
A banda é formada por Tomás Oliveira nos vocais, baixos e pianos, Cisco Vasques nas guitarras, Axel Flag nos vocais, Marcio Sujeira na bateria e Pedro Pelotas hammond, clavinet e pianos.
O disco foi produzido por Gustavo Breier, que já trabalhou com Hermeto Pascoal, Artur de Faria entre outros e mixado por Jander Antunes.
Os gaúchos radicados em São Paulo prometem uma obra altamente viajante e envenenada, o disco será lançado para venda em formato de Vinil duplo em inicio de 2014.
A banda teve o cuidado de produzir um documentário cinematográfico do processo de gravação e também a cena, bandas e músicos que envolve o Mecanismos Frouxos Funcionários produzido de 2011 a 2013.
A capa foi clicada por cisco vasques, cena extraída do grupo de teatro Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz de Porto Alegre.

Documentário:
vimeo.com/77858360
Disco para donwload:
http://www.ciscovasques.com/cd/VaudevilleMecanismos.zip

Imagem

Parabenizar Carlos Eduardo de Aguiar, Hiro Kawahara e todos aqueles, que na fusão de sonhos clamam seu amor pelo cinema, superando todos os desafios ao longo de 3 anos para ver saindo do forno a lá pelicula do filme Delírios de um cinemaníaco, baseado na vida e na obra de José de Oliveira – Minhas memórias com meu Cinema.

Me indentifico muito com todo o processo de realização dessa obra. A primeira mais consistente, de muitas que virão.

Lembro do dia que recebi do Carlos uma DVD impresso em preto e branco. Dentro, 9 curtas em uma projeção que durou 93 minutos de pura tentativa, expressão de uma geração de cineastas independentes que aprendem o oficio fazendo. A série Sanca Vice #1 é a porta de entrada para um movimento que das entranhas e no desconforto de quem quer fazer, sabendo que uma hora tem de começar. Obras são feitas e refeitas. Pilotos abrem caminhos para uma estrada que tem como luz os sonhos queimando na lenha dos espíritos daqueles que sabem que a vida só é substancial se realizamos nossas aspirações, pirações.

Tem bastante material sobre o filme no site oficial, vale conferir

http://www.filmesparabailar.com/zepintor/

As outras produções da produtora Filmes Para Bailar você encontra aqui

Forte abraço e muito sucesso!

STORYLINE

A história de JOSÉ DE OLIVEIRA, uma pessoa que superou todos os obstáculos da vida em busca de seus sonhos e paixões.

SINOPSE LONGA

JOSÉ DE OLIVEIRA um homem de oitenta anos de idade está sozinho em sua casa apertada assistindo aos filmes que fez no passado. São jovens vestidos de cowboy lutando na beira de um lago. As imagens o emocionam fazendo recordar a história de sua vida.

JOSÉ DE OLIVEIRA agora é ZÉZINHO, uma criança de oito anos de idade, que desde cedo encarou a realidade vivendo o sofrimento da doença incurável de seu PAI, mas se divertindo com seus amigos e ajudando sua família com as sessões de cineminha de brinquedo.

O tempo passa e ZÉ se torna um adolescente que perde a mãe, e consequentemente toda a estrutura familiar. Ele precisa amadurecer, e encontra no amor por EDNA o combustível para seguir adiante. Ela é sua vizinha e planeja com ele uma fuga de trem, para deixar para traz aquela triste realidade. ZÉ não tem dinheiro e precisa comer, consegue um trabalho de faxineiro no cinema para se sustentar.  Tudo parecia voltar ao normal, mas o destino quis separar-los.

Ele agora está sozinho e precisa recomeçar a viver.

Muitos anos depois ele encontra a alegria vivendo o cinema! Fazendo filmes de ficção em 16mm, trabalhando como pintor de cartazes das grandes estrelas de Hollywood. Suas obras vão alimentando seus delírios e levando ele a viver o impossível! Fazer um cinema feito pelas pessoas ao seu redor para essas mesmas pessoas, marcando a história de suas vidas e de toda a cidade de São Carlos.

Mas o tempo teima em continuar e ZÉ fica velho, seus atores vão sumindo, sua câmera 16mm não serve mais, os cinemas da cidade faliram e ninguém precisa mais de um pintor de cartazes. Os momentos de alegria e felicidade ficaram apenas nas películas velhas que JOSÉ DE OLIVEIRA continua a assistir, com oitenta anos de idade, esperando que o destino lhe traga algo para ele viver mais uma vez, Delírios de um cinemaníaco.

Charles Chaplin se viu afrontado pela chegada do som em 1927. Para garantir a sobrevivência de seu alter-ego Carlitos, personagem decididamente mudo, Chaplin não podia realizar um filme silencioso.Em 2 anos se dedicou à realizar O filme silencioso.

Em 1931 “Luzes da Cidade” chegou aos cinemas como uma peça de resistência contra a irracional modernização dos tempos. O romance entre o vagabundo e a florista cega transcorre no cenário da Grande Cidade, plena em sua decadência e injustiça. Cada cena no filme é concebida com precisão técnica incomum e com a liberdade poética de um multi-artista no auge de sua louca criatividade.

Chaplin é um coração gigante. Seu filme é de Amor, mas de um Amor maiúsculo: Amor por Carlitos, pelo cinema, pela platéia e pela tantas vezes maltratada vida.

Miguel Haoni (APJCC – 2011)

Serviço:
Dia 3 de março (quinta)
às 18:30
no Cine-teatro do CCBEU – Tv. Padre Eutíquio, 1309
ENTRADA FRANCA
Realização: APJCC e CCBEU
Mais informações:
Comunidade e Perfil no Orkut
E-mail: cineccbeu@gmail.com
Twitter da APJCC
Facebook da APJCC
Contato: (91) 83561799


O projeto Samaúma – Jornada de Produção Audiovisual em infocentros por pontos de cultura e cineclubes” realizou a segunda jornada de oficinas em Marabá de 16 a 27 (Infocentro do Ponto de Cultura Galpão de Artes de Marabá), com oficinas de Roteiro e Direção de Vídeo; Produção e Finalização de Vídeo; Produção e Edição de Áudio; e Criação e Manutenção de Site.

Na oficina foram produzidas 10 roteiros que resultaram em 10 vídeos e 10 áudios que será exibido na mostra dos resultados do projeto que acontecerá no dia 30 de novembro à partir das 18horas no Galpão de Artes de Marabá, com entrada franca. “A expectativa é que os participantes atuem como produtores de conteúdos audiovisuais junto às organizações que os indicaram, e passem a produzir conteúdo para publicação na internet”, compartilha Samir Raoni, coordenador do projeto.

A mostra dos vídeos e áudios produzidos nas oficinas do projeto pelo participantes, será realizada através da parceria com o Cine Carajás (coordenado pelo Botelho Filho) e Circuito Audiovisual do Festival de Artes Inegradas Circuito Polifônico e projeto Samaúma.

A mostra acontece por meio da parceira com a (APJCC), Rede Norte de Cineclubes e a produtora independente Sr. Cheff Produções, que cedeu os direitos de exibição do filme “D. Juan”, na programação oficial das jornadas do projeto. de Mateus Moura,

O filme do jovem cineasta Mateus Moura, integrante da Associação e idealizador da produtora, representa bem o que o projeto semeia: a produção independente e colaborativa, aproveitando a rede solidária, e demonstrando que é possível realizar grandes projetos se aproveitarmos os recursos e inteligência coletivos.

O projeto Samaúma tem como meta produzir 30 vídeos e 30 áudios de curta duração para serem exibidos na TV Cultura e em telões nas áreas de acesso público do Programa NAVEGAPARÁ, visando socializar a produção com a população local e despertar o interesse da coletividade pela cultura digital.

SERVIÇO

Mostra Samaúma Audiovisual

30 de Novembro

às 18H

Galpão de Artes de Marabá

ENTRADA FRANCA

Realização: Samaúma e Cine Carajás
Parceria: SR. Cheff Produções, Circuito Polifônico e Rede Norte de Cineclubes

 

Comunicado Importante

Publicado: 29 de novembro de 2010 em Artes Cênicas, Artes Visuais
Tags:,

Caros,

Neste mês de novembro a APJCC não realizará as sessões semanais no Cine Argonautas por motivo da realização do projeto Samaúma – Jornada de Produção Audiovisual. As jornadas vão acontecer em Ananindeua (Infocentro do Ponto de Cultura Ananin) no período de 10 a 15 de novembro; em Marabá (Infocentro do Ponto de Cultura Galpão de Artes de Marabá) de 16 a 30 de novembro e em Santarém (Infocentro do Pontão de Cultura Digital do Tapajós), de 5 a 15 de dezembro.
O Cine Argonautas volta com suas atividades regulares em dezembro, realizando o Ciclo “Riso é Coisa Séria”, com curadoria de Lionay Dias, Thiago Oliveira e Samir Raoni.
Agradecemos a compreensão.

Atenciosamente,

Samir Raoni (APJCC-2010)
“Excelente!” “Depois a gente conversa…” “Delicado” “Psicodélico!” “Muito bom, cara” “Só achei que a cena deles andando ficou muito longa…” “Acho que tu ta vendo muito Godard…” “Meio Tarkovski né?” “Maldito” “Você fez um filme!” “Teu filme não tem um gênero substancial” “Parece que tu só tem uma perna no filme!” “O áudio no diálogo é impressionantemente nítido” “Não ouvi rigorosamente nada na cena do diálogo” “Estranho” “O início é lindo!” “Francamente, achei que esse Coltrane estragou” “Parece que tu bateu punheta com a mão esquerda, mas de camisinha: é isso o teu filme!” “O animal preso e livre começa dançar”
D.Juan
Sinopse:

O encontro de lobos.
O homem é lobo do homem.
A mulher é loba da mulher.
A ribalta é a lua cheia,
onde o encontro das bestas será aceito.

Informações Técnicas:

Filme rodado nos dias 27 e 28 de julho de 2010 pela produtora independente Sr. Cheff Produções. Contou com o apoio da ETDUFPA (que cedeu o local de filmagem, com iluminação), o CEPEPO (que cedeu a câmera e os cinegrafistas), a MTV BELEM (que cedeu o microfone), a PARACINE (que bancou a alimentação) e a SINTDACPA (que cozinhou de forma admirável).

D. JUAN
Título: D. Juan
Realizador: Mateus Moura
Assistência: Felipe Cruz
Produção: Sr. Cheff Produções
Atores: Ramón Rivera, Giovana Miglio, Haroldo França, Felipe Cruz e Mateus Moura
Música original: Ramón Rivera
Trilha sonora, montagem e fotografia: Mateus Moura
Figurino: Cassiane Dantas
Duração: 33 min
Formato: 16:9 & 4:3 / Cor / Digital


Parte da equipe de produção

Sr. Cheff Produções é:
Mateus Moura
Felipe Cruz
Luana Beatriz
Luah Sampaio
Juan Pablo
Samir Raoni
Janaína Torres
Glenda Marinho
João Pedro Rodrigues
Neto Dias
Cassiane Dantas
Max Andreone
Giovana Miglio
Ramón Rivera
Haroldo França
Harrison Lopes
Vanessa Silva

Serviço:

24/11 (quarta-feira)
Em 3 sessões: às 19h, às 20h e às 21h
No Cine Líbero Luxardo – Av. Gentil Bitencourt, 650, Térreo
Entrada franca.
Apoio de exibição: Cine Líbero Luxardo

Leia textos sobre o filme em Cinemateus.

Publicado: 23 de novembro de 2010 em Artes Cênicas, Artes Visuais
Tags:, ,

Ananindeua, Marabá e Xinguara

Estão abertas inscrições para as oficinas do projeto SAMAUMA, uma das ações colaborativas do Programa NAVEGAPARÁ. O projeto vai capacitar sessenta pessoas nas técnicas de produção de vídeos, áudios e sites, mobilizando pontos de cultura, cineclubes e escolas a produzir conteúdos para exibição no programa “Ponto de Cultura Pará” da TV Cultura do Pará e também para publicação na internet.

O projeto “SAMAUMA-Jornadas de produção audiovisual em infocentros por pontos de cultura e cineclubes” vai realizar três jornadas de produção de audiovisual com oficinas de Roteiro e Direção de Vídeo; Produção e Finalização de Vídeo; Produção e Edição de Áudio; e Criação e Manutenção de Site. As jornadas vão acontecer em Ananindeua (Infocentro do Ponto de Cultura Ananin) no período de 10 a 14 de novembro; em Marabá (Infocentro do Ponto de Cultura Galpão de Artes de Marabá) de 16 a 21 de novembro e em Santarém (Infocentro do Pontão de Cultura Digital do Tapajós), de 5 a 10 de dezembro. Os participantes das oficinas têm que ter algum tipo de vínculo com infocentro, ponto de cultura, cineclube ou escola do projeto “Escolas de Portas Abertas”. A expectativa é que elas atuem como produtoras de conteúdos audiovisuais junto às organizações que os indicaram.

O projeto tem como meta produzir 30 vídeos e 30 áudios de curta duração para serem exibidos na TV Cultura e em telões nas áreas de acesso público do Programa NAVEGAPARÁ, visando socializar a produção com a população local e despertar o interesse da coletividade pela cultura digital. O “Manual de Produção em Software Livre” será distribuído aos participantes das oficinas e disponibilizado para download, visando disseminar o uso dos softwares livres. Também vão ser criados trinta sites como ferramentas de publicação de conteúdos audiovisuais e como estratégia de visibilidade das ações socioculturais dos parceiros do projeto. O “Mapa Olha Nós na Mídia”, um guia de sites e portais colaborativos de webradio e webtv, é outra ferramenta que o projeto vai adotar para estimular a publicação de conteúdos audiovisuais na internet através da rede de infocentros, escolas, pontos de cultura e cineclubes.

O Projeto SAMUAMA foi selecionado através de edital de apoio a projetos para ações colaborativas em Infocentros lançado pela FAPESPA – Fundação de Amparo à Pesquisa do Pará, órgão do Governo do Estado do Pará. O projeto é coordenado pelo educomunicador Samir Raoni e tem como parceiros o Pontão de Cultura Rede Juvenil, Pontão de Cultura Pororoca da Cidadania, Pontão de Cultura Digital do Tapajós, Coletivo Pogobol, Circuito Polífônico, Associaação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, Sr. Chefe e Rede Cine Norte.

SERVIÇO: A inscrição na jornada de oficinas é gratuita e pode ser feitas pelo site www.redecom.org.br. Informações pelo e-mail samaumacoletivo@gmail.com e pelos fones (91) 8154-1386 e (91) 9245-7985.

INSCREVA-SE (AQUI)

TV Clube apresenta  “Anos Incríveis”

Sinopse:
Tomemos o artifício ficcional de imaginar que Michel de Montaigne e Marcel Proust se uniram no final dos anos 80 e montaram um projeto para a televisão. Uma vez por semana ligaríamos nossos aparelhos no conforto de nossos lares e acompanharíamos, durante seis anos, episódio por episódio (cada qual balbuciando poeticamente um tema), um homem rememorando e analisando histórica e sentimentalmente a sua infância e a sua era.
Falando de realidade, felizmente podemos comprovar que algo análogo aconteceu quando o casal Neal Marlens e Carol Black, com clarividente ternura e inteligência, decidiram se debruçar sobre um projeto que intitularam “The Wonder Years”. Se todos os anos fossem tão incríveis quanto aqueles seis foram para a sua geração – pelo menos meia hora por semana – talvez não fosse tão solitário o caminho dos que passam alhures.
Nem todos, até hoje, é verdade, podem ter uma tv em casa; mas ao menos uma na rua de uma periferia distante, ou ao menos uma na praça de uma longínqua vila pesqueira. Os que se reuniram para assistir esta série partilharam, em forma de entretenimento, um ombro amigo do tamanho de um sentimento. Através da luz e do som – prováveis protagonistas na criação do universo – estes seres sensitivos puderam comungar ao menos uma migalha, uma fagulha de um momento sagrado. O ritual de ouvir e contar estórias, dizem, é tão antigo quanto o próprio homem. O de ver e ouvir simulações de realidade que são estórias, idem.
A matéria do tempo que passou é análoga a dos sonhos; resta-nos (como Kevin) sonhar, pouco importa se de olhos fechados ou abertos.
(Mateus Moura – APJCC 2010)

* * *

Sobre a necessidade de existência de um TV Clube
Toda arte é feita para ser apreciada.
Este momento de contato entre público e obra de arte é um ato de comunicação: alguém (o artista) envia uma mensagem (sua obra) e nós (os potenciais apreciadores) a recebemos das mais diversas formas.
Toda a comunicação pode ser facilitada por um veículo que seja eficiente em transmitir a mensagem e, por 50 anos, a televisão foi um dos grandes veículos de difusão das mais diversas obras (perdendo hoje, talvez, para a internet).
Atacada por Adorno e Horkheimer (e muitos outros) como o veículo das massas, a responsável pela idiotização da audiência, a destruidora da essência artística através da produção industrial de novelas, tele-jornais e séries, a TV indiscutivelmente teve sucesso em sua proposta primeira: levar o que quer que fosse que ela apresentava para a sala e os quartos das pessoas ao redor do mundo.
Quando assistimos a uma final de Copa do Mundo sabemos que não estamos sozinhos, mas na companhia de bilhões que se reúnem em vários países para vivenciar a mesma experiência. E esse potencial de conectividade (sem sombra de dúvida ligado ao poder aquisitivo dos donos das gigantes da comunicação) fez da TV uma presença incontornável nos lares humanos.
Mas o que é feito dessa capacidade de atingir um número vertiginoso de pessoas em escala global? Ou melhor, o que pode ser feito dessa capacidade?
Essa é a discussão que impulsionou a criação deste TV Clube – espaço onde discutiremos as grandes obras realizadas para a TV; começando com a exibição de uma das maiores séries de todos os tempos: Anos Incríveis.
* * *

Serviço:
TV Clube apresenta: Anos Incríveis.
Dia 24 de outubro (domingo) às 18h
Espaço Benedito Nunes (Livraria Saraiva – Shopping Boulevard, 2º piso)
Entrada franca.

Realização: APJCC
Apoio: Livraria Saraiva.
Cartaz: Luana Beatriz.

O Grupo Ideal em parceria com a Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema inicia a partir do dia 22 de outubro a implementação, no Colégio Sucesso, de uma ação cultural quinzenal de cunho cineclubista.
Cineclube do Colégio Sucesso é o mais novo espaço democrático de debates sobre cinema, arte e cultura. Visando o fortalecimento de uma comunidade ética e fraterna sob a bandeira da arte cinematográfica, o cineclube chega para ampliar o acesso gratuito a obras fundamentais na História do Cinema, integrando-se assim ao movimento nacional pela difusão do áudio-visual artístico e ao fortalecimento do circuito cultural paraense.
Cineclube do Colégio Sucesso funciona quinzenalmente, às sextas-feiras 18h30, e estréia oficialmente no dia 22 de outubro com a obra-prima do cinema moderno “O Processo” de Orson Welles, excepcionalmente às 16h00.
Sempre com entrada franca!
Sinopse:
Numa certa manhã, um homem é preso e acusado de um estranho crime que não cometeu. Versão bastante fiel do horror cômico-objetivo do clásscio romande de Franz Kafka. Tendo o controle absoluto sobre o filme, Welles conseguiu efeitos impressionantes apoiado num elenco de primeira. Destaques para a fantástica interpretação de Perkis como Joseph K. e a trilha sonora Jazz/Clássica.

Serviço:
22 de outubro (sexta)
às 16h
No auditório no Colégio Sucesso (Mauriti entre Pedro Miranda e Antonio Everdosa)
ENTRADA FRANCA

Realização: APJCC e Grupo Ideal
Apoio: Colégio Sucesso e Cineclube Amazonas Douro

 


Sobre o Filme:
“Sede de Sangue” é a queda livre de Park Chan-Wook no bizarro universo do romantismo gótico europeu recriado na chave pop de mangás e games contemporâneos. Park Chan-Wook, um dos cineastas responsáveis pela maravilhosa produção atual da Coréia-do-Sul, mostra o seu anormal talento na construção de imagens novas e vibrantes ao retratar o drama e as paixões de um padre que se submete a uma experiência que o transforma em vampiro.
Tudo neste filme reflete a megalomania e a liberdade de seu autor. Seu tradicional roteiro rocambólico também está lá para nos lembrar que cinema é arte das imagens em movimento e grandes roteiros só servem para grandes telenovelas. O cinema transborda a cada segundo de “Sede de Sangue” nos enquadramentos, movimentos de câmera, jogos de foco e raccords.
Como seus principais intérpretes, que se entregam a seus personagens como dois cães alucinados, Chan-Wook se entrega ao cinema como um grande herege sórdido pervertido. Graças a Deus!

Miguel Haoni

(APJCC – 2010)

SERVIÇO:
Sede de Sangue, de Park Chan-Wook
Dia: 20/10 (quarta-feira)
Local: sala de exibições do restaurante popular de ananindeua
(cidade nova 6  SN 22 com WE 75 na praça Dom Vicente Zico)
Horario: 18h30

Entrada franca

Realização: APJCC & Cine Argonautas
Parceria: Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ponto de Cultura Ananin e Rede Norte de Cineclube
Comentários: Lionay Dias, Thiago Oliveira, Samir Raoni e Miguel Haoni

 

FESTIVAL PROMOVE INTEGRAÇÃO DAS ARTES EM BELÉM

O Festival de Artes integradas Circuito Polifônico terá sua primeira edição realizada em Dezembro de 2010, prevê a realização de oficinas, workshops, seminários, intervenções artísticas, mostras, shows de artistas e grupos independentes do Pará. O festival está sendo realizado de forma colaborativa por vários coletivos culturais que passam a formar o grande Coletivo Polifônico.

E nesse mês de outubro a programação já está pronta para promover uma série de ações que utilizarão a arte como ferramenta e a interação como proposta. A primeira delas será “O Circuito na Mesa” que acontecerá no próximo dia 22, das 18h00 às 22h00 no espaço cultural Café com Arte em Belém do Pará, serão quatro mesas focadas em temas como comunicação livre, direito autoral, circulação, distribuição, legislação e arranjos produtivos locais, e terá a presença de vários coletivos culturais, pontos de cultura, associações e cineclubes, além dos convidados Painelistas: Rodrigo Bouillet, Coordenador de Rede do Cine Mais Cultura (RJ); Juca Culatra, Representante do Música Pra Baixar (PA); Samir Raoni, Comissão Paraeanse de Pontos de Cultura/Gt Audiovisual (PA); Macelo Damaso, Representante da Se Rasgum (PA) e Marcel Arede, Representante do Conexão Vivo (PA).

E no sábado, dia 23, a partir das 16h, haverá “Arte nossa de Cada Dia”, que vai reunir artistas de todas as áreas como; música, pintura, artes digitais, stickers, grafite, áudio-visual, teatro e mais, para realização de uma imensa pintura comunitária no chão da Passagem do Horto, a fim de lançar em 20 metros de pista, a mensagem que nasce da soma de sensibilidades. Feito a várias mãos, diversas perspectivas, congregando todas as expressões e aberto para todos que quiserem participar de uma intervenção artística conjunta inédita em Belém. Depois, às 18h30, começa um circuito cheio de atrações, que passam pelo Audiovisual, Design sustentável, Artes Visuais, Performances e Jam Sessions, tudo isso com a cobertura completa feita pela Rádio Manga Sonora e Tv Mangueirosa.

O Festival de Artes Integradas Circuito Polifônico trabalha para abrir oportunidades de intercâmbio, circulação de pessoas e bens culturais, fortalecimento de uma rede de relacionamento nacional, democratização do acesso a informação e a produção do conhecimento, bem como a celebração da diversidade brasileira e de estimulo da produção e difusão da música, do audiovisual e da cultura alternativa independente local.

E não termina por aí, a integração é tamanha que a publicidade de todo o festival vai ser produzida dos registros desse dia. Uma transpiração em nome da livre criação. Um dia para consagrar com arte, acreditando que ela liberta.

Ananindeua Ganha primeira Sala para exibição de grandes obras que marcaram a história do cinema, sempre com Entrada Franca!

De olhos bem abertos em quem tem os olhos meio fechados, o Cine Argonautas em parceria com a APJCC promove um ciclo de exibições com perolas do cinema oriental. Essa ação inaugura uma jornada da Associação em prol de criar um olhar mais atento a fantástica produção áudio-visual do oriente. O Brasil é o pais com maior numero de japoneses fora o japão, tendo aqui muitos imigrantes que deis do ciclo da borracha vieram para o Pará e passaram a fazer parte da realidade sociocultural desta terra, portal da amazônia. Brasileiros, filhos de gente que veio do outro lado do mundo, e que se adaptou harmoniosamente a nossa cultura; Já que poucos de nós vamos poder ir la fazer o mesmo, a APJCC propõe que façamos esse contato através da arte, através dos mestres orientais que emprestaram seus olhos à nós pelas lentes do cinema. O Ciclo Novos Orientes vai exibir cinco obras, entre eles 2 longas da primorosa animação japonesa que merece toda a sensibilidade de quem reconhece a verdadeira arte quando ela se apresenta. Enquanto alguns críticos discutem se esta pode ser considerada Arte como o cinema, alguns gênios como Miyazaki mostram que ela pode ser até mais.
(Lionay Dias, Samir Raoni e Thiago Oliveira)
Programação
(29/09) – Princesa Monnoke, Hayao Miyazaki
(06/09) – RAN, Akira Kurosawa
(13/10) – Dragão chines, Lo Wei
(20/10) – Sede de Sangue, Chan-wook Park
(27/10) – Túmulo dos Vagalumes, Isao Takahata
***
O Ciclo Novos Orientes vai acontecer nas sessões semanais que acontecem na Sala de Exibição do Restaurante Popular de Ananindeua (Cidade Nova VI, WE 72 com sn 22 – em frente a pça Dom Vincente Zico) à partir das 18h30, sempre com Entrada Franca!
O Ciclo vai iniciar com uma perola da animação japonese “Princesa Mononoke” de 1997, dirigida por um dos talentosos gênios do cinema de animação Hayao Miyazaki. O Cine tem a curadoria compartilhada entre os membros da APJCC, e nesses semestre exibirá também, grandes obras da cinematografia mundial, passando pela produção brasileira, americana, europeia, oriental e pelo cinema de animação.
Confira a sessão Princesa Mononoke (aqui)