Arquivo de março, 2011

03 de março de 2011 às 8:37

A avaliação que circula no Planalto é que o troféu “ministério problema” dos primeiros 100 dias do governo Dilma dificilmente escapará das mãos do MinC.

Na bancada de deputados petistas, há uma insatisfação quase generalizada com as ações do ministério; na blogosfera, o MinC se tornou pauta negativa todos os dias; nos movimentos sociais, que têm atuação relevante na área, há uma crise instalada por conta dos sinais que vem sendo emitidos em relação às novas políticas para os Pontos de Cultura; entre os intelectuais que apoiaram Dilma, a decepção com a nova agenda tem levado alguns a dizer que vão desembarcar do apoio ao governo, inclusive a criação de um manifesto demonstrando publicamente a insatisfação começa a ser articulado.

Apenas na classe artística mais comercial o ministério conseguiu avançar algumas peças. A nova política cultural passou a ter o apoio declarado do cineasta Luis Carlos Barreto e do ECAD.

Este blog foi o primeiro a informar que a nova gestão do MinC decidira romper com a política estruturante das gestões Lula na área. Aliás, registre-se, na ocasião esse blog informou queHildebrando Pontes Neto era o nome para a Diretoria de Direitos Intelectuais. A informação criou mal estar inclusive na base de apoio da nova ministra e a solução encontrada foi nomear uma pessoa da confiança de Hidelbrando (veja aqui o que ele pensa sobre propriedade intelectual), a advogada carioca Marcia Regina Vicente Barbosa.

Em comentários no post que escrevi na época houve quem descredenciasse a qualidade da informação que se publicara aqui. Como diria a frase na camisa do ex-presidente, o tempo é o senhor da razão.

O secretario executivo do ministério, Vitor Ortiz chegou a responder um tuiter de Marcelo Blanco, que coordenou a campanha de Dilma na internet, que repercutiu uma matéria publicada no site da Fórum . Vitor disse que a notícia era “totalmente infundada”. De fato, não foi nomeado Hidelbrando, mas uma pessoa de sua confiança e que compartilha de suas convicções.

Ou para brincar com a resposta que Marcelo Blanco deu a Vitor Ortiz dizendo que a nomeação de Hidelbrando seria o mesmo que colocar Ronaldo Caiado da UDR para cuidar da reforma agrária. Com o perdão da comparação, ao invés de Caiado, a opção foi a senadora Kátia Abreu.

Ontem mais uma vez o Ministério da Cultura virou notícia, inclusive no Jornal Nacional da TV Globo, com a decisão da ministra de não mais indicar sociólogo Emir Sader para a presidência da Casa Rui Barbosa.

A ministra teria feito chegar a Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, após a entrevista que Sader deu à Folha, que se ele tivesse que ficar, ela sairia. O governo deu carta branca a titular da pasta, mas “anotou a faca no pescoço”, segundo confidenciou em “off” uma pessoa que participou da articulação para que Ana de Hollanda substituísse Juca Ferreira. O mesmo interlocutor avaliou como “erro estratégico” o “truco” em relação à posse de Emir. “Acho que ele errou no tom da entrevista, mas colocá-lo para fora do ministério neste momento é abrir mais uma frente de oposição à nova gestão. E isso costuma ter preço…”

Na Esplanada, quem tem defendido a atual ministra é o ministro Antonio Palocci, que teria indicado pelo menos Elói Ferreira de Araújo, para a presidência da Fundação Palmares, e Galeno Amorim, para a presidência da Biblioteca Nacional. Vale aqui um registro, não tenho informações sobre Elói Ferreira, mas Galeno de fato é comprometido com a área do livro.

O governo Dilma ainda está começando e há tempo para o MinC mudar o sinal desses primeiros meses, saindo do noticiário a partir de pautas negativas e buscando um novo tipo de relacionamento com os setores que defenderam a candidatura de Dilma e que fazem parte da base histórica do PT e do PCdoB, por exemplo, na área. Mas para isso é preciso descer do salto. Não parece ser essa opção da nova equipe. Os recados que chegam do bloco A da Esplanada é de que certos temas são proibidos. E que na nova equipe se instalou um clima de que todas as críticas são parte de uma tentativa de desestabilizar Ana de Hollanda.

Política não se faz procurando inimigos embaixo da mesa de trabalho. Quando isso acontece, o resultado costuma ser desastroso.

LARISSA GUIMARÃES
DE BRASÍLIA

O Ministério da Cultura acumula cerca de R$ 60 milhões de pagamentos em atraso para Pontos de Cultura no país. Na cifra estão incluídos atrasos no pagamento de prêmios e editais, todos relacionados ao projeto.
Os pontos são locais selecionados pelo Ministério da Cultura para articular e impulsionar ações que já acontecem nas c omunidades.
A estimativa foi informada ontem à Folha pelo secretário executivo do MinC, Vitor Ortiz. Ele adiantou também que a programação de como será o pagamento dos valores em atraso será definida até meados de março.
O levantamento sobre os pagamentos atrasados do governo Lula ainda não foi concluído. “Os Pontos de Cultura são uma prioridade da gestão da ministra Ana de Hollanda”, disse Ortiz.
Do total, ao menos R$ 12 milhões se referem a SP. O MinC atrasou o pagamento de 200 Pontos no Estado.
Cada um deles deveria ter recebido, em dezembro, R$ 60 mil. Esses locais fazem parte de um convênio que reúne 300 Pontos de Cultura.
O atraso gerou protestos. Na semana passada, um grupo de 50 coordenadores de Pontos de Cultura foi a Brasília reclamar. O secretário executivo disse que o ministério tenta uma renegociação com produtores culturais.

Obs: desconfio que essa estimativa do Vitor Ortiz está bastante subestimada. Acho que a dívida é maior..

abs

Marcos Pardim


Lista Tuxáua – http://groups.google.com.br/group/listatuxaua?hl=pt-BR

Por Carlos Henrique Machado, Do Ministério da Cultura

Racha agita área de direitos do Minc

Estadão – SP, por Jotabê Medeiros, em 01/03/2011

Servidores ameaçam demitir-se em protesto contra saída de Marcos Souza, da direção de Direitos Intelectuais

Um racha atingiu ontem a Diretoria de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura em Brasília. A internet foi tomada com diversas manifestações de protesto pela exoneração do diretor da área, Marcos Alves de Souza. O imbróglio deve se radicalizar: 16 pessoas ameaçam afastar-se daquele setor do ministério nos próximos dias, segundo informações obtidas pelo Estado.

inistério da Cultura ofereceu a Souza, especialista jurídico em direitos de autores e um dos principais consultores do novo anteprojeto da reforma da Lei de Direitos Autorais, a possibilidade de assumir outra função na Diretoria de Direitos Intelectuais, mas ele recusou. Em seu lugar, foi nomeada a advogada carioca Marcia Regina Vicente Barbosa, de 56 anos, que integrou o Conselho Nacional de Direito Autoral (CNDA) entre 1982 a 1990. Advogada da União, Marcia foi integrante da Consultoria Jurídica do Ministério da Cultura, de 2006 a 2010, e integra a Consultoria Geral da União desde maio de 2010.http://www.cultura.gov.br/site/2011/03/01/racha-agita-area-de-direitos-do-minc/

Charles Chaplin se viu afrontado pela chegada do som em 1927. Para garantir a sobrevivência de seu alter-ego Carlitos, personagem decididamente mudo, Chaplin não podia realizar um filme silencioso.Em 2 anos se dedicou à realizar O filme silencioso.

Em 1931 “Luzes da Cidade” chegou aos cinemas como uma peça de resistência contra a irracional modernização dos tempos. O romance entre o vagabundo e a florista cega transcorre no cenário da Grande Cidade, plena em sua decadência e injustiça. Cada cena no filme é concebida com precisão técnica incomum e com a liberdade poética de um multi-artista no auge de sua louca criatividade.

Chaplin é um coração gigante. Seu filme é de Amor, mas de um Amor maiúsculo: Amor por Carlitos, pelo cinema, pela platéia e pela tantas vezes maltratada vida.

Miguel Haoni (APJCC – 2011)

Serviço:
Dia 3 de março (quinta)
às 18:30
no Cine-teatro do CCBEU – Tv. Padre Eutíquio, 1309
ENTRADA FRANCA
Realização: APJCC e CCBEU
Mais informações:
Comunidade e Perfil no Orkut
E-mail: cineccbeu@gmail.com
Twitter da APJCC
Facebook da APJCC
Contato: (91) 83561799

Publicado em 01/03/2011 por redecom

Mistica de conexão com a natureza no Seminário Redecom

Encerramos ontem, dia 27 (domingo) uma intensa jornada de atividades, composta por três importantes atividades. Nos dias 19 e 20 realizamos em Marabá o Seminário da Redecom – Rede Amazônia de Comunicadores Comunitários, rede que foi rebatizada como “Comunicação e Cultura em Rede Amazônia”. Foi um momento muito especial de contato presencial e vivência da rede que vem sendo construída há mais de um ano. O Seminário contou com a participação 32 membros da Redecom ligados a pontos e pontões de cultura, infocentros, cineclubes, escolas, universidades e outros coletivos culturais.

Apresentação dos participantes do Encontro Convivência e Cultura de Paz

Chegamos de Marabá na terça-feira à noite literalmente direto para o Casarão Cultural Floresta Sonora, sede local da produção do Encontro de Politicas e Convivência de Cultura de Paz, organizado colaborativamente pelo Instituto Pólis (Pontão de Cultura Convivência e Cultura de Paz) e Comissão Paraense de Pontos de Cultura-CPPC e que foi realizado nos dias 25 e 26 de fevereiro. Foi mais um momento de grande troca de saberes e sensibilidade que contou com a participação de pontos de cultura, cineclubes e muitas outras iniciativas culturais do Pará. No dia 27 encerramos com chave de ouro a jornada de mobilização e pactuação de agendas da rede de pontos com a reunião da CPPC – Comissão Paraense de Pontos de Cultura. Esses dois eventos foram realizados no Parque dos Igarapés, um agradável hotel-fazenda localizado nos arredores de Belém.

Mistica de transição entre o Encontro Polís e a Reunião da CPPC

Foram duas semanas seguidas de atividades. No décimo-quinto dia (hoje, 28 de fevereiro) reservamos para descanso da equipe de colaboradores que se desdobrou para organizar esses três momentos da rede.

Infelizmente, em Marabá a Internet não funciona muito bem. Mesmo assim conseguimos transmitir alguns momentos do Seminário pela webradio do Circuito Fora do Eixo. Em Belém, a Internet no Parque dos Igarapés não estava funcionando e os modems portáteis da Tim e da Vivo estavam sem sinal. Esses percalços tecnológicos nos impediu de enviar informações mais quentes, em cima do ato. Porém, a partir de amanhã vamos começar a postar os milhares de megabites que recolhemos em formato de fotos, vídeos, áudios e textos através dos vários coletivos que interagiram durante a jornada, compartilhando os links de acesso.