Arquivo de outubro, 2010

BOLETIM POLIFÔNICO

APRESENTA

Circuito de Artes Visuais

Exposição de Fotos desenhada

In – Construção.

Uma exposição de fotografias onde a necessidade de construir novos territórios frente a perspectivas visuais criadas por imagens que se completam. A mistura de fotografia e gravura no mesmo plano chama a atenção e leva o observador a refletir a desconstrução e o encontro das imagens, de onde ela começa ou termina. Não há ordens. O confuso te faz perceber as idéias. Sentir, enxergar e questionar a obra além do que se vê.

Exposição de Fotos desenhada

In – Construção. Cinthya Marques e Maécio Monteiro

Hora: a partir das 19h00

Local: Café com arte

Mais informações escreva para: circuitodeartesvisuais@gmail.com

 

 

BOLETIM POLIFÔNICO

APRESENTA

Arte nossa de Cada Dia

Exposição de Fotos desenhada

In – Construção.

Uma exposição de fotografias onde a necessidade de construir novos territórios frente a perspectivas visuais criadas por imagens que se completam. A mistura de fotografia e gravura no mesmo plano chama a atenção e leva o observador a refletir a desconstrução e o encontro das imagens, de onde ela começa ou termina. Não há ordens. O confuso te faz perceber as idéias. Sentir, enxergar e questionar a obra além do que se vê.

Exposição de Fotos desenhada

In – Construção. Cinthya Marques e Maécio Monteiro

Hora: a partir das 19h00

Local: Café com arte

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TV Clube apresenta  “Anos Incríveis”

Sinopse:
Tomemos o artifício ficcional de imaginar que Michel de Montaigne e Marcel Proust se uniram no final dos anos 80 e montaram um projeto para a televisão. Uma vez por semana ligaríamos nossos aparelhos no conforto de nossos lares e acompanharíamos, durante seis anos, episódio por episódio (cada qual balbuciando poeticamente um tema), um homem rememorando e analisando histórica e sentimentalmente a sua infância e a sua era.
Falando de realidade, felizmente podemos comprovar que algo análogo aconteceu quando o casal Neal Marlens e Carol Black, com clarividente ternura e inteligência, decidiram se debruçar sobre um projeto que intitularam “The Wonder Years”. Se todos os anos fossem tão incríveis quanto aqueles seis foram para a sua geração – pelo menos meia hora por semana – talvez não fosse tão solitário o caminho dos que passam alhures.
Nem todos, até hoje, é verdade, podem ter uma tv em casa; mas ao menos uma na rua de uma periferia distante, ou ao menos uma na praça de uma longínqua vila pesqueira. Os que se reuniram para assistir esta série partilharam, em forma de entretenimento, um ombro amigo do tamanho de um sentimento. Através da luz e do som – prováveis protagonistas na criação do universo – estes seres sensitivos puderam comungar ao menos uma migalha, uma fagulha de um momento sagrado. O ritual de ouvir e contar estórias, dizem, é tão antigo quanto o próprio homem. O de ver e ouvir simulações de realidade que são estórias, idem.
A matéria do tempo que passou é análoga a dos sonhos; resta-nos (como Kevin) sonhar, pouco importa se de olhos fechados ou abertos.
(Mateus Moura – APJCC 2010)

* * *

Sobre a necessidade de existência de um TV Clube
Toda arte é feita para ser apreciada.
Este momento de contato entre público e obra de arte é um ato de comunicação: alguém (o artista) envia uma mensagem (sua obra) e nós (os potenciais apreciadores) a recebemos das mais diversas formas.
Toda a comunicação pode ser facilitada por um veículo que seja eficiente em transmitir a mensagem e, por 50 anos, a televisão foi um dos grandes veículos de difusão das mais diversas obras (perdendo hoje, talvez, para a internet).
Atacada por Adorno e Horkheimer (e muitos outros) como o veículo das massas, a responsável pela idiotização da audiência, a destruidora da essência artística através da produção industrial de novelas, tele-jornais e séries, a TV indiscutivelmente teve sucesso em sua proposta primeira: levar o que quer que fosse que ela apresentava para a sala e os quartos das pessoas ao redor do mundo.
Quando assistimos a uma final de Copa do Mundo sabemos que não estamos sozinhos, mas na companhia de bilhões que se reúnem em vários países para vivenciar a mesma experiência. E esse potencial de conectividade (sem sombra de dúvida ligado ao poder aquisitivo dos donos das gigantes da comunicação) fez da TV uma presença incontornável nos lares humanos.
Mas o que é feito dessa capacidade de atingir um número vertiginoso de pessoas em escala global? Ou melhor, o que pode ser feito dessa capacidade?
Essa é a discussão que impulsionou a criação deste TV Clube – espaço onde discutiremos as grandes obras realizadas para a TV; começando com a exibição de uma das maiores séries de todos os tempos: Anos Incríveis.
* * *

Serviço:
TV Clube apresenta: Anos Incríveis.
Dia 24 de outubro (domingo) às 18h
Espaço Benedito Nunes (Livraria Saraiva – Shopping Boulevard, 2º piso)
Entrada franca.

Realização: APJCC
Apoio: Livraria Saraiva.
Cartaz: Luana Beatriz.

O Grupo Ideal em parceria com a Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema inicia a partir do dia 22 de outubro a implementação, no Colégio Sucesso, de uma ação cultural quinzenal de cunho cineclubista.
Cineclube do Colégio Sucesso é o mais novo espaço democrático de debates sobre cinema, arte e cultura. Visando o fortalecimento de uma comunidade ética e fraterna sob a bandeira da arte cinematográfica, o cineclube chega para ampliar o acesso gratuito a obras fundamentais na História do Cinema, integrando-se assim ao movimento nacional pela difusão do áudio-visual artístico e ao fortalecimento do circuito cultural paraense.
Cineclube do Colégio Sucesso funciona quinzenalmente, às sextas-feiras 18h30, e estréia oficialmente no dia 22 de outubro com a obra-prima do cinema moderno “O Processo” de Orson Welles, excepcionalmente às 16h00.
Sempre com entrada franca!
Sinopse:
Numa certa manhã, um homem é preso e acusado de um estranho crime que não cometeu. Versão bastante fiel do horror cômico-objetivo do clásscio romande de Franz Kafka. Tendo o controle absoluto sobre o filme, Welles conseguiu efeitos impressionantes apoiado num elenco de primeira. Destaques para a fantástica interpretação de Perkis como Joseph K. e a trilha sonora Jazz/Clássica.

Serviço:
22 de outubro (sexta)
às 16h
No auditório no Colégio Sucesso (Mauriti entre Pedro Miranda e Antonio Everdosa)
ENTRADA FRANCA

Realização: APJCC e Grupo Ideal
Apoio: Colégio Sucesso e Cineclube Amazonas Douro

 


Sobre o Filme:
“Sede de Sangue” é a queda livre de Park Chan-Wook no bizarro universo do romantismo gótico europeu recriado na chave pop de mangás e games contemporâneos. Park Chan-Wook, um dos cineastas responsáveis pela maravilhosa produção atual da Coréia-do-Sul, mostra o seu anormal talento na construção de imagens novas e vibrantes ao retratar o drama e as paixões de um padre que se submete a uma experiência que o transforma em vampiro.
Tudo neste filme reflete a megalomania e a liberdade de seu autor. Seu tradicional roteiro rocambólico também está lá para nos lembrar que cinema é arte das imagens em movimento e grandes roteiros só servem para grandes telenovelas. O cinema transborda a cada segundo de “Sede de Sangue” nos enquadramentos, movimentos de câmera, jogos de foco e raccords.
Como seus principais intérpretes, que se entregam a seus personagens como dois cães alucinados, Chan-Wook se entrega ao cinema como um grande herege sórdido pervertido. Graças a Deus!

Miguel Haoni

(APJCC – 2010)

SERVIÇO:
Sede de Sangue, de Park Chan-Wook
Dia: 20/10 (quarta-feira)
Local: sala de exibições do restaurante popular de ananindeua
(cidade nova 6  SN 22 com WE 75 na praça Dom Vicente Zico)
Horario: 18h30

Entrada franca

Realização: APJCC & Cine Argonautas
Parceria: Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ponto de Cultura Ananin e Rede Norte de Cineclube
Comentários: Lionay Dias, Thiago Oliveira, Samir Raoni e Miguel Haoni

 

FESTIVAL PROMOVE INTEGRAÇÃO DAS ARTES EM BELÉM

O Festival de Artes integradas Circuito Polifônico terá sua primeira edição realizada em Dezembro de 2010, prevê a realização de oficinas, workshops, seminários, intervenções artísticas, mostras, shows de artistas e grupos independentes do Pará. O festival está sendo realizado de forma colaborativa por vários coletivos culturais que passam a formar o grande Coletivo Polifônico.

E nesse mês de outubro a programação já está pronta para promover uma série de ações que utilizarão a arte como ferramenta e a interação como proposta. A primeira delas será “O Circuito na Mesa” que acontecerá no próximo dia 22, das 18h00 às 22h00 no espaço cultural Café com Arte em Belém do Pará, serão quatro mesas focadas em temas como comunicação livre, direito autoral, circulação, distribuição, legislação e arranjos produtivos locais, e terá a presença de vários coletivos culturais, pontos de cultura, associações e cineclubes, além dos convidados Painelistas: Rodrigo Bouillet, Coordenador de Rede do Cine Mais Cultura (RJ); Juca Culatra, Representante do Música Pra Baixar (PA); Samir Raoni, Comissão Paraeanse de Pontos de Cultura/Gt Audiovisual (PA); Macelo Damaso, Representante da Se Rasgum (PA) e Marcel Arede, Representante do Conexão Vivo (PA).

E no sábado, dia 23, a partir das 16h, haverá “Arte nossa de Cada Dia”, que vai reunir artistas de todas as áreas como; música, pintura, artes digitais, stickers, grafite, áudio-visual, teatro e mais, para realização de uma imensa pintura comunitária no chão da Passagem do Horto, a fim de lançar em 20 metros de pista, a mensagem que nasce da soma de sensibilidades. Feito a várias mãos, diversas perspectivas, congregando todas as expressões e aberto para todos que quiserem participar de uma intervenção artística conjunta inédita em Belém. Depois, às 18h30, começa um circuito cheio de atrações, que passam pelo Audiovisual, Design sustentável, Artes Visuais, Performances e Jam Sessions, tudo isso com a cobertura completa feita pela Rádio Manga Sonora e Tv Mangueirosa.

O Festival de Artes Integradas Circuito Polifônico trabalha para abrir oportunidades de intercâmbio, circulação de pessoas e bens culturais, fortalecimento de uma rede de relacionamento nacional, democratização do acesso a informação e a produção do conhecimento, bem como a celebração da diversidade brasileira e de estimulo da produção e difusão da música, do audiovisual e da cultura alternativa independente local.

E não termina por aí, a integração é tamanha que a publicidade de todo o festival vai ser produzida dos registros desse dia. Uma transpiração em nome da livre criação. Um dia para consagrar com arte, acreditando que ela liberta.