Arquivo de novembro, 2009

Roda com artistas e colaboradores do GAM 

  O Ponto de Cultura Galpão de Artes de Marabá, em parceria com o Instituto Transformance, Pontão de Cultura Rede Amazônica de Protagonismo Juvenil e Movimentos Culturais, realizaram de 22 a 26 de Setembro nos Municípios de Parauapebas, Eldorado dos Carajás e Marabá, o I Fórum Rios de Encontro da Cultura Solidária da Região Carajás, que transformou a região durante 05 dias na capital cultura do Estado, reunindo inúmeras entidades que desenvolveram na região atividades artísticas democratizando a cultura em nosso Estado.Durante os 05 dias de atividades que se iniciaram no Município de Parauapebas com abertura, a Caravana da Cultura Solidária realizou inúmeros cursos e oficinas na cidade, durante os dias 22 e 23, reunindo centenas de participantes em inúmeras ações como oficinas de teatro, dança, artes visuais, dentre outras, levando assim a arte e a cultura para toda comunidade.

No dia 24 a Caravana da Cultura solidária aportou no município de Eldorado dos Carajás, realizando ações artísticas, culturais e tecnológicas, o Pontão de Cultura Rede Amazônica de Protagonismo Juvenil ministrou oficinas de audiovisual, construção de Blogs, Radio Web e fez documentário do Fórum.

Oficina de Web 2.0 - A Internet Colaborativa

Oficina de Web 2.0 - A Internet Colaborativa, Infocentro Bairro Independência, Marabá

A oficina Web 2.0 Blog – A Internet Colaborativa, ministrada por Samir Raoni foi realizada em Eldorados do Carajás no Infocentro do Assentamento 17 de Abril, já a oficina de Web Rádio, ministrada por Nilton Silva aconteceu na Casa da Juventude Camponesa do Assentamento 17 de Abril. E nos dias 25 e 26, a Caravana do Fórum Rios de Encontro, chegou ao seu destino final, o município de Marabá, onde foram realizadas mais de 30 atividades artísticas e culturais, que aconteceram nos Bairros do Cabelo Seco, São Felix e Liberdade, cumprindo assim o seu papel de levar arte e cultura para os bairros mais afastados do centro da cidade.

O evento teve como objetivo abraçar reflexões, ações e intervenções para celebrar a cultura e as linguagens artísticas como caminhos essenciais de transformação social e pessoal, motivando assim a criação de políticas públicas para a cultura e educação, cultivando uma Rede de Cultura Solidária para fomentar o processo de desenvolvimento cultural da Região Carajás.

As atividades do fórum se encerraram na noite de sábado 26, com um grande encontro cultural na praça da Liberdade, onde inúmeros grupos culturais do bairro, organizados pela Biblioteca Ozana Lopes de Abreu, chamou atenção de centenas de pessoas que viram de perto as expressões artísticas do seu bairro, que foram aplaudidos e ovacionados pela comunidade presente no evento.

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A Proposta do Fórum é inspirada no Fórum da Cultura Solidária que acontece na Villa El Salvador, na periferia da cidade de Lima, Peru, mobilizado pelo centro cultural Vichama Teatro. Hoje em sua quinta edição, mobiliza em torno de 30.000 pessoas, entre artista, educadores, associações comunitárias, intelectuais, grupos e produtores culturais, estudantes, crianças e jovens, que durante uma semana realizam seminários, oficinas, apresentações artísticas, cortejo cultural e cursos de formação nas comunidades.

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Museu da Pessoa

O Pontão de Cultura Brasil Memória em Rede, do Museu da Pessoa, realizou um edital para selecionar organizações interessadas em participar de uma formação na metodologia do Museu da Pessoa. A formação acontecerá em São Paulo, no Museu da Pessoa em quatro etapas. A primeira acontecerá já no dia 13 e 14 de novembro próximos.

O objetivo é formar organizações e Pontos de Cultura que possuam interesse em desenvolver um projeto de memória ou que já estejam desenvolvendo e queiram aperfeiçoar sua técnica de registro de histórias de vida. A formação também tem o objetivo de integrar os participantes ao Brasil Memória em Rede, tecendo uma rede de contatos e troca de experiências entre esses e entre as outras organizações participantes.

As organizações selecionadas foram:

– Associação Rede Cananéia e Ponto de Cultura “Caiçaras”/IPeC
– Núcleo Memórias do ABC da Universidade Municipal de São Caetano do Sul
– Companhia As Bárbaras de Multeatro
– Associação da Comunidade de Remanescentes do Quilombo da Fazenda – Ubatuba/SP
– Ponto de Cultura Audiovisualistas (Associação Centro Cineclubista de São Paulo – CECISP)
– Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza
– Conectas Direitos Humanos
– Instituto Elos Brasil
– Instituto Fazendo História
– Associação Comunitária Monte Azul
– Museu Municipal Gustavo Teixeira
– Fundação Perseu Abramo – Centro Sérgio Buarque de Holanda – documentação e história política.
– Instituto Polis
– Reino da Garotada de Poá
– Centro de Pesquisa e Documentação São Miguel Paulista – Fundação Tide Azevedo Setubal
– Universidade Cruzeiro do Sul/Programa de Pesquisa em Educação de Jovens e Adultos – PROEJA/Centro de Documentação em Educação e Cultura – CEDEC.

Solicitamos aos selecionados que confirmem a presença até terça feira, dia 10 de novembro. Informamos que as organizações que se inscreveram mas não foram selecionadas serão mantidas em nosso mailing e informadas de nossas próximas formações.

Campanha Histórias de Mudança

O mundo não é estático, grandes ou pequenas histórias de mudança acontecem todos os dias ao nosso redor. E cada uma delas tem seu papel na construção coletiva da história humana. Partindo da certeza de que cada trajetória transforma, o Museu da Pessoa lança a campanha Histórias que Mudam o Mundo, ação que reunirá num painel colaborativo vídeos com histórias de mudança de todo o país.

Esta é uma notícia-convite. Convidamos interessados de qualquer lugar do Brasil e do mundo a assistir os vídeos com histórias de transformação que já estão no site http://www.museudapessoa.net/MuseuVirtual/hmm . A primeira fornada veio de uma releitura do acervo do Museu da Pessoa, instituição que busca contribuir para tornar a história de cada pessoa valorizada pela sociedade e já tem mais de onze mil entrevistas com histórias de vida em seus arquivos.

Esperamos que as próximas fornadas venham de vocês, internautas, produtores de vídeo e amadores dispostos em geral, queremos ouvir suas histórias de transformação. Vale mudança pessoal, crescimento individual ou aprendizado. Vale pequenas mudanças, aquelas do cotidiano que quase ninguém nota. Vale as enormes, que envolvem muitas e muitas pessoas. Vale a transformação de um local, de como aquela praça degradada foi recuperada ou como resolveram aquele problema no seu bairro. Vale também criações líricas, poéticas, que tal uma animação sobre aquela árvore que tanto representou para sua infância e agora se foi? Vale até mesmo críticas, gostaria de descer a lenha naquela transformação externa que mudou sua vida para pior? É uma boa hora, um grupo do Maranhão pretende contar como a soja cresceu demais em sua região e tomou terras de muitos produtores…

Queremos provas de que o mundo não fica parado. Vídeos que sejam ao mesmo tempo registro de uma transformação e exemplo de mudança, que inspirem outros a atuar ou alertem possíveis agressões. E não precisa se intimidar, cada um de nós é parte fundamental do todo, então quando uma pessoa muda ela carrega junto todas as outras.

A campanha fica no ar de 21/09 a 21/10, trinta dias de produção. A qualidade técnica não será fator fundamental, os vencedores serão escolhidos por votação popular, muito mais interessada em narrativas envolventes do que na arte final dos vídeos. Os vídeos devem ter um minuto, com uma tolerância de dez segundos para créditos ou aquele finzinho de fala, e só. Ah sim, o vídeo mais votado leva para casa um MacBook.

Não, o mundo não é estático. E queremos provar.ue

PontoporPonto

A rede social Ponto por Ponto, desenvolvida pelo Pontão de Cultura Instituto Paulo Freire, organiza a Oficina de Comunicadores Culturais entre os dias 16 e 17 de novembro, em Fortaleza (CE). O evento conta com o apoio do prêmio Areté Cultura Viva – Eventos em Rede da Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura.

O público-alvo são os comunicadores culturais de 30 Pontos de Cultura da região norte e nordeste. A partir do envolvimento dos Pontos na rede social, identificamos o papel fundamental desses atores. Eles são os responsáveis por divulgar as ações além dos limites dos seus Pontos, contribuindo para garantir a visibilidade e a consolidação do trabalho cultural, ainda que eles não tenham formação formal na área da comunicação.

O evento traz a importância e a atuação dos comunicadores em seus Pontos e propõe a prática de algumas ações no âmbito da comunicação, tendo em vistas a democratização dos acessos aos direitos humanos à comunicação e à cultura.

Pontos Participante

PONTOS NO ENCONTRO ARETÉ – FORTALEZA
PONTÃO INSTITUTO PAULO FREIRE
TV Navegar – Amazônia
Coco de Umbigada – Olinda-PE
Galeria Zoon de Fotografia – Natal- RN
Sons da Vila – Natal
Casa da Ribeira – Natal
Girassol (Guerreiros Alagoanos)
Rede Amazônica de Protagonismo Juvenil – Belém
Viva Favela – Papo Cabeça – Rio de Janeiro
Mocambos- Tainá – Campinas – SP
Núcleo de Comunicação Comunitária do Recife
Projeto Ganesha -SC
Rede Nordestina Audiovisual – PB
Eletrocooperativa – BA
Grãos de Luz e Griô – Lençóis- BA
Arraial do Saber –
Bankoma – Lauro de Freitas – BA
ABD Antares – Piauí

Confira a Programação da Oficina>>>>

PONTOS NO ENCONTRO ARETÉ – FORTALEZA
PONTÃO INSTITUTO PAULO FREIRE
TV Navegar – Amazônia
Coco de Umbigada – Olinda-PE
Galeria Zoon de Fotografia – Natal- RN
Sons da Vila – Natal
Casa da Ribeira – Natal
Girassol (

Tarde – Círculo de Cultura

14 às 15h – Discussão em grupo sobre o papel dos Comunicadores Culturais nos Pontos de Cultura

15h às 15h20 – Problematização das questões discutidas

15h20 às 15h40 – Apresentação de vídeo

15h40 às 16h – Considerações sobre o vídeo

16h às 17h30 – Exercício da construção de ações e estratégias de comunicação em um Ponto de Cultura

17h30 às 18h – Apresentação dos resultados


17 de novembro

Manhã – Rede social virtual Ponto por Ponto


10h às 11h – Apresentação da rede:

  • Missão e objetivos do projeto

  • Plano de trabalho em eixos de atuação

  • Recursos de navegabilidade, critérios de comunicação e ferramentas tecnológicas

11h às 11h30 – Avaliação dos Pontos de Cultura sobre a rede social

11h30 às 12h30 – Debate sobre o funcionamento das redes sociais

12h30 às 14h – Almoço


Tarde – Pontão Rede Boca no Trombone


14h às 15h – Apresentação da experiência da rede de Correspondentes Cultura Viva:

  • O que é o Pontão Rede Boca no Trombone?

  • Apresentação do vídeo da TV Futura sobre a rotina de produção

15h às 15h30 – Apresentação do Programa Ondas das Cultura

Escuta da edição nº 32 do programa e exercício de roteiro

15h30 às 16h30 – Exercício em grupos para a produção de um programa de rádio:

  • Elaboração de texto e roteiro para a gravação

  • Gravação de áudios e locuções

16h30 às 17h30 – Formação da Rede de Correspondentes Cultura Viva:

  • Escuta do material produzido

  • Apresentação do site da ONG Catavento

  • Instrução de como fazer o download na web do programa realizado

  • Como contribuir com a Rede de Correspondentes

17h30 às 18h – Avaliação e encerramento das atividades do evento


18 de novembro

(atividade opcional)

Manhã

9h às 13h – Oficina Prestando Contas


Serviço

Oficina de Comunicadores Culturais

Local: SESC Iparana
Rua José de Alencar, 150 – Fortaleza (CE)

Data: 16 e 17 de novembro de 2009

Horário: 9h às 18h
Contatos: pontoporponto@paulofreire.org (11) 3021-5536

Guerreiros Alagoanos)

Rede Amazônica de Protagonismo Juvenil – Belém
Viva Favela – Papo Cabeça – Rio de Janeiro
Mocambos- Tainá – Campinas – SP
Núcleo de Comunicação Comunitária do Recife
Projeto Ganesha -SC
Rede Nordestina Audiovisual – PB
Eletrocooperativa – BA
Grãos de Luz e Griô – Lençóis- BA
Arraial do Saber –
Bankoma – Lauro de Freitas – BA

Parte I

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.
more about “Ana Branco – Biochip – parte 1 de 2“, posted with vodpod

Parte II

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.
more about “Biochip – parte 2 de 2“, posted with vodpod

PARA COMPLEMENTAR AS INFORMAÇÕES DO VÍDEO

Biochip é um grupo aberto de estudo, pesquisa e desenho, que investiga as cores e a recuperação das informações presentes nos modelos vivos: hortaliças, sementes e frutos. A pesquisa Biochip encontra ressonância e analogia com a prática da Agricultura Ecológica em relação à Terra. Na agricultura convencional, quando uma lagarta come uma planta, ataca-se a lagarta para se defender a planta. Na prática ecológica, ao invés de se agir diretamhttps://samiraoni.wordpress.com/wp-admin/post.php?action=edit&post=494ente na planta, o que é trabalhado é a Terra, o ecossistema, a base onde a planta busca seus nutrientes. Quando o solo também está vivo, a planta pode buscar seus nutrientes com um mínimo de esforço, absorvendo nutrientes, já decompostos pelo metabolismo da Terra.Para recuperar a vida de um solo ácido, é necessário alcalinizá-lo. Isso é feito com o plantio de sementes e hidratação para que haja biogênese (geração de vida) e revitalização.

A diversidade das sementes não somente colabora com a alcalinização como amplia as possibilidades de trocas.Da mesma maneira, nosso corpo pode ser considerado um latifúndio, alcalinizado e reconectado através da revitalização e da recepção de informações que se ampliam diante da biodiversidade da vida, quando ingerimos alimentos vivos.As sementes, hortaliças e frutos crus, como são encontrados na natureza, são concentrados vivos de informações armazenadas – “biochip”.

Reconhecendo que essas informações podem ser decodificadas a partir do contato direto com os modelos vivos e que as cores geradas pela vida da Terra recuperam no nosso corpo informações matrísticas, isto é, relacionadas diretamente com a nossa origem enquanto mamíferos , foi organizada a proposta do Biochip que busca uma revitalização da relação humana com a natureza viva .Aos participantes da pesquisa são propostas experiências estéticas com esses modelos, a partir de investigações relacionadas com a forma, cor e sabor, que culminam na produção e ingestão de desenhos vivos.

Os materiais para o Desenho de Investigação podem ser rabanetes, cenouras, beterrabas, brócolis, quiabos, couve, tomates, etc . Os alimentos vivos, considerados como pigmentos para as composições, são coletados em hortas de cultivo orgânico onde acontecem as atividades do Biochip.

Cada participante recebe a indicação inicial de buscar as cores atraentes ao olhar, aromas e sabores interessantes ao paladar.A hortaliça recém-colhida está no máximo de sua vitalidade: as cores, sabores e informações são, ainda, originais.

Durante a colheita e o processamento, o participante tem seus sensores corporais ativados pelo contato com a terra e pelo ecossistema gerado por esse novo ambiente. Com isso, o organismo humano vai se preparando para receber o alimento.Cada participante, a partir do contato com a terra , com os modelos vivos e com os processos de coleta, lavagem e investigação das possibilidades formais que cada modelo desperta, organiza composições individuais com a matéria viva sobre suportes planos.Durante o Desenho de Investigação, o participante segue os vestígios das modificações geradas pela ação do corte, do tempo, do desencadear do processo de germinação, da mudança de temperatura, fermentação, desidratação, entre outras técnicas.É importante que, ao desenhar, sejam examinadas com atenção as maneiras como a cor e o sabor podem ser modificados pela forma e as surpresas geradas durante o processo.A soma dos desenhos individuais compõem um desenho maior, coletivo, sob a forma de mandala. Este é um desenho que aponta para o centro, usado como instrumento para evidenciar uma ordenação existente porém ainda desconhecida, tendo efeito reorganizador, tanto individual como coletivamente.Os processos e as descobertas são comentados, os sabores experimentados, as surpresas, as soluções geradas pelo corte e as novidades são incorporadas. Os participantes, então, oferecem seus desenhos e estes são saboreados.

A investigação através do desenho com modelos vivos proporciona uma experiência não somente para o nosso próprio universo afetivo visual , como também para o nosso próprio universo afetivo saboroso, impresso culturalmente tanto em nossos olhos como em nossa boca., conforme nos ensina H.Maturana.Reconhece-se a relação entre saber e sabor, palavras que têm a mesma origem.A revitalização das sementes é um aprendizado básico fundamental de recuperação do humano, substituindo-se um caminho de desconexão que carrega metáforas de guerra, ataque, defesa e amortecimento por uma atitude que prioriza a geração de vida como meio de aquisição de conhecimento.Propomos que as sementes sejam revitalizadas para que seu potencial seja expandido e a espécie humana recorde que o processo criativo é natural no ser vivo.Para promover a dinâmica desejada a essa aprendizagem foi construído os Laboratórios Itinerantes de Pesquisa do Aprendizado com Modelos Vivos 1 e 2. Constituidos por estruturas auto-tensionada de bambu e tecido, sem fundações, com um mínimo de obstáculos entre o interior e o exterior com a intenção de promover a liberdade e a permeabilidade com o entorno.Quando instalada, a estrutura sinaliza no ambiente a presença de grupos em atividade, além de circunscrever o espaço da ação, enfatizando o resultado do desenho coletivo.

A organicidade e a leveza do material com o qual a estrutura foi construída indicam a atitude necessária para a atividade, liberando comportamentos e expectativas. Os apoios e assentos estimulam uma postura leve e movimentação ativa do corpo, além de apontarem para a dinâmica da conexão do homem com a terra.Esses Laboratórios foram projetados para poder ser instalado em diferentes locais, que possuem saberes e sabores característicos, incorporando as variações do novo ambiente.O sistema construtivo utilizado baseou-se na metodologia de auto-construção e dá continuidade a uma linha de outros objetos em experimentação no campus da PUC Rio.O Laboratório Itinerante possibilita que a escola vá até onde o conhecimento se encontra, sublinhando e legitimando o saber local e lembrando que a informação existe além das fronteiras formais de aquisição de conhecimento. O Biochip faz parte das atividades desenvolvidas no LILD -Laboratório de Investigação em Living Design do Departamento. de Artes e Design da PUC-Rio.Nesse espaço são estimuladas metodologias e técnicas envolvidas no processamento com materiais vivos, aqueles que são encontrados na natureza, prontos para o uso, tais como bambu, argilas e sementes.

A proposta do Biochip é conseqüência das observações e estudos feitos durante as aulas da disciplina Convivências Multidisciplinares do Departamento. de Artes e Design e de experimentos com a comunidade na Bio-Oficina sem vestígios, no LILD. Nesses grupos são discutidas questões de fôrma e forma, como a variação da forma determina a alteração do sabor, a recuperação de informações através do contato direto com materiais capazes de estabelecer “pontes orgânicas”, questões de rompimento da informação a partir da perda da água molecular, desnaturação e eternização da forma e suas conseqüências no indivíduo e na sociedade.As idéias expostas se orientaram em conhecimentos gerados por estudiosos como: Norman Emersom, Lyall Watson, Rupert Sheldrake, Ann Wigmore, Nise da Silveira, Humberto Maturana, Lutzemberger, Nasser, entre outros.

FONTE: ANA BRANCO

CURSO ALIMENTAÇÃO PARA SAÚDE INTEGRAL - A ARTE SAGRADA DE VIVER

 

Venha expandir os conhecimentos e práticas

nas relações Alimentares.

Utilizando dos mais diversos e potenciais produtos que a Mãe

Natureza nos proporciona.

 

Ciclo Vivência Alimentação:

 

10:00 – Explanação dos materiais e preparo do Suco-do-Sol – Oficina de Germinados e Brotos.

11:00 – Oficina dinânima de pães intuitivos (assados em forno de barro), pestos, cremes e complementos.

12:00 – Almoço: Salada Orgânica, Sucos Regionais, Arroz Integral, Brotos, Surpresas…

13:00 –.Cine-Consciência – Documentário – “O Futuro da Comida”

15:00 – Reflexão estado sócio-ambiental da alimentação mundial – uma salto quântico

16:00 – Lanche e degustação com os Pães e complementos da Oficina anterior.

17:00 – Caminhada de re-conhecimento, dos jardins sensoriais do Instituto Refazenda.

18:00 – Entardecer e recolher.

 

Alimentação, em última instância, é a conseqüência do nível de consciência conseguido, é a capacidade de utilizar os elementos da natureza para beneficiar criativamente a própria vida ou para prejudicar o equilíbrio natural da superfície do planeta, afetando em largo prazo toda a existência de forma indireta e irresponsável.

Cada ação tem uma resposta que gera no todo uma reação na hora certa. Lembremos da sabedoria dos indígenas que tomavam todas as suas decisões pensando nas próximas 7 gerações.

Não existe uma resposta plenamente satisfatória quando se fala em alimentação ideal, o bom senso e o conhecimento do nosso organismo nos darão as respostas no andar do caminho.

Mas lembre-se que jamais teremos a consciência tranqüila se não nos esforçarmos para disseminar conhecimentos que se tem demonstrado benéficos para tantas pessoas. Sabemos que a saúde do mundo sofre amargas conseqüências de vícios e hábitos arraigados. É necessário, portanto, semearmos boas sementes, fazer o que for possível para esclarecer e orientar. (Juliana Faber & Luciana Kalil, 2006 – Alimentação Saudável, Acessível e Responsável.) 

 

Rafael de Rivera

Rafael de Rivera

www.rafaelderivera.wordpress.com 

Local: Instituto Refazenda

ENDEREÇO: Estrada de Genipaúba, Km. 12 – Vila São João Batista – Santa Barbara – Pára.

Como chegar (click aqui)

http://www.institutorefazenda.com

 

Alimentação saudável, acessível e responsável

Por Giulliana Bianconi

Os jovens que “já nasceram conectados”, como gostam de exagerar os estudiosos da geração digital, são os mesmos que cresceram vendo a questão ambiental ganhar espaço de destaque nos debates da sociedade. Os jovens que, nos anos 90, já mergulhavam no universo da internet e desvendavam com muito mais desenvoltura do que os seus pais as possibilidades das novas tecnologias são os mesmos que cresceram assistindo às convenções/conferências de meio ambiente, como ECO-92 e Bali-2007, ganharem respeito das organizações importantes da sociedade e começarem a contar com a participação dos chefes de Estados, os quais enxergaram que não seria mais possível adiar ações que tivessem a preservação ambiental como meta. Natural que esses jovens, ao se envolverem no debate das questões ambientais, o façam com auxílio das tecnologias que eles tanto dominam.

Se em 1992, quando a conferência no Rio aconteceu, o protagonismo juvenil não pôde ser levado aos quatro cantos do mundo – o espaço nos veículos de comunicação era reservado, prioritariamente, aos mais de 170 chefes de Estado que estiveram presentes no evento e aos grandes grupos de ativistas -, hoje as ações dos jovens ecoam em blogs, redes sociais, Ning, Youtube, microblogs etc.

Depoimento de adolescente de 13 anos durante a Eco-92

Quantas vezes, em um único minuto, a canadense Severn Suzuki, que aos 13 anos fez um apelo emocionante na Eco-92 (assista ao vídeo ao lado), não teria tido o seu vídeo, agora postado no Youtube, retuitado se o seu discurso fosse feito hoje?

No portal da Rejuma (Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade) não faltam exemplos de como o protagonismo juvenil pode “crescer e aparecer” com a tecnologia. Há exemplos também de como a recorrente falta de renda fixa dos adolescentes (muitos ainda não trabalham e não dispõem de dinheiro para viajar com frequência para eventos) deixou de ser obstáculo para que eles possam se reunir e se organizar para soltar o verbo.

Virtualmente, os jovens já tiram isso de letra e ainda divulgam ações locais que podem circular o mundo. Um dos blogs cujo endereço está cadastrado no portal Rejuma, o Coletivo Jovem Pará, anuncia o “Seminário Mudanças Climáticas e Suas Implicações na Amazônia”, a ser realizado no final deste mês. Abaixo do título, o texto explica: “O evento é uma iniciativa do ‘Coletivo Jovem de Meio Ambiente Pará’ e está inscrito como uma das ações da campanha TicTac”.

A Campanha Global de Ações pelo Clima (GCCA-BR), batizada de Campanha TicTacTicTac, uma aliança de ONGs, sindicatos e pessoas que objetivam mobilizar a opinião pública para reivindicar metas ambiciosas dos governos no COP-15 (Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que acontecerá em dezembro), só chegou ao alcance dos jovens, aliás, graças à web. O caminho virtual foi o utilizado para que eles se apropriassem da ação. “Nós buscamos ser uma organização social metacentralizada. Ou seja, com o centro em todo lugar”, diz Diego de Itu, integrante ativo da Rejuma.

A Rejuma está por todo o país. A lista de blogs mostra que as cinco regiões do Brasil têm representantes da organização, que podem ser encontrados no Orkut, onde criaram comunidades, na Rede Social do grupo lançada há três meses e, ainda, na lista de discussão. A reportagem do Instituto Claro se inscreveu na lista e pôde conferir o quão ativa é. Em apenas três dias, mais de 50 e-mails trocados pelos integrantes e muitos temas interessantes abordados. Desde eleição para representantes em conferências infanto-juvenis de meio ambiente até trocas de dicas de ferramentas interessantes disponíveis na web para serem utilizadas em aulas sobre meio ambiente com crianças. Engajados na causa, os integrantes da Rejuma se voltam para as políticas públicas e mostram que os jovens podem ir muito além da formação de grupos para plantar árvores.

Resposta às ações
Samir Raoni, 21 anos, coordenador do movimento Jovens Ambientalistas da Amazônia, que faz parte do Programa de Protagonismo Juvenil, iniciativa da reconhecida Ong “Argonautas Ambientalistas da Amazônia”, também mergulhou, desde a adolescência, na causa. Mantém blog, abastece o site do projeto com notícias e se comunica diariamente com outros ativistas pela web.

Como está definido no perfil do blog, os “Jovens Ambientalistas da Amazônia” são arte educadores, poetas e todos vivenciadores de realidades que buscam uma relação ecologicamente sustentável em uma sociedade tão fragmentada. Raoni destaca que um dos benefícios da rede para o movimento é sua eficácia na mobilização. “Quando organizamos a semana da Água Amazônica, há alguns anos, aqui no Pará, mobilizamos muitas instituições e pessoas, mas não sabíamos o que a população pensava sobre o que fazíamos. O retorno era pequeno. Hoje, nos espaços virtuais, esse retorno é rápido, e nos leva aos aperfeiçoamentos.”

O retorno, quase instantâneo, fascina os jovens e faz com que eles discutam qualquer assunto, mesmo os mais “sérios”, em ambientes virtuais. Desprovidos dos receios comuns às gerações anteriores, encaram com naturalidade a tomadas de decisão também on-line. Diego de Itu lembra do susto que uma diretora da Secretaria Estadual de Educação levou ao saber que, durante a organização de um encontro estadual de meio ambiente, na qual a Rejuma estava inserida, o grupo debatia todos os aspectos em um fórum aberto.

“A maneira de manter o coletivo na internet é confiando mesmo”, diz o ativista Diego de Itu, cientista social pela USP. O ambiente da web 2.0, com suas possibilidades, favorece a filosofia adotada pelos que defendem a troca do exercício de políticas públicas. “Sem trabalhar em rede, nada vai para frente”, sentencia.

Ciberativismo
Essa organização na rede, a capacidade de produzir conteúdo em defesa de uma determinada causa, fazê-lo circular pela web e o esforço despendido para mobilizar novos “atores” para questões importantes para a sociedade a partir de contatos virtuais chama-se ciberativismo. No YouTube, diversos vídeos carregam essa palavra em seus título e, ao serem acessados, tratam das mais variadas causas, não se restringindo à ambiental.

Para potencializar essa produção, há organizações jovens que estimulam as oficinas visando o “videoativismo”, uma das formas de expressão do ciberativismo. O comunicador cearense Leonardo Ferreira, 25, não faz parte de nenhum movimento, mas recentemente ministrou oficinas de audiovisual para integrantes da Rejuma que atuam em Fortaleza. “Eles queriam aprender a fazer vídeos já para campanhas que estão articulando relacionadas à Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que acontecerá na Dinamarca”, disse. Na web também existe uma rede ning “batizada” Ciberativismo. É uma comunidade aberta, que não foi criada por jovens, mas também muito frequentada por eles (ver endereço no box ao lado).

O Greenpeace, ainda nos anos 90, foi um dos pioneiros do ciberativismo, convocando os internautas a participarem, dentre outras ações, de abaixo-assinados que defendiam providências a serem tomadas em relação ao meio ambiente. Hoje, a organização tem uma página específica para esse tipo de ação em seu portal (veja aqui). O modelo foi copiado por organizações juvenis, que fazem o mesmo. No blog da Juventude Terra Azul, está publicado, desde julho, o “abaixo-assinado das Juventudes sobre Mudanças Climáticas”, o qual deve ser encaminhado ao governo brasileiro até dezembro.


Continuação da reportagem
Envolvimento com questões ambientais pode ser estimulado a partir da tecnologia