O Coletivo Samauma faz jornada Arte Educacional em três comunidades de Soure, Marajó.

Publicado: 22 de julho de 2009 em Moda

Coletivo Samauma faz jornada arte educacional em três comunidades de Soure, Marajó.

Por Jovens Ambientalistas Argonautas

Fotos Jornada Arte Educacional (Ver Fotos)

Incentivar os alunos a relacionar o que aprendem na escola com a própria vida e fazer conexões entre vários temas. O Coletivo Samauma núcleo de Arte Educação Ambiental dos Jovens Ambientalistas Argonautas compartilham esta visão de interdisciplinaridade em suas experiências pedagógicas. Em parceria com educadores e líderes das comunidades do Pesqueiro, Céu e Caju-una no município de Soure, Marajó (PA), o grupo apresentou a peça ‘Seres Animados’ parte do projeto de Arte Educação Ambiental: Unindo Saberes Compartilhando Cidadania.

O Coletivo Samaúma com a peça ‘Seres Animados’ aborda algumas das problemáticas locais, como exemplo; a pesca predatória somada a poluição dos rios, os manguezais sofrem impactos, ficando sem caranguejos; as praias estão cheias de lixo e os peixes estão sumindo. As músicas educativas fazem com que as crianças e jovens reflitam sobre os problemas ambientais que o mundo esta sofrendo, conta Rafael de Rivera, coordenador Pedagógico do Projeto.

A Arte Educação Ambiental acontece de forma lúdica, através do diálogo de quatro personagens: Semente (Rafael de Rivera), Raiz (Samir Raoni), Flor (Elisângela Pinheiro) e Esfera (Adam Max). Estimular as crianças e jovens a refletir e assumir o seu futuro, onde a educação possibilitará a construção do seu projeto de vida, fazendo cada pessoa reconhecer-se como potencial transformador da sua realidade é um dos objetivos, conta Samir Raoni, coordenador de Educação Ambiental do Projeto.

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comentários
  1. Sarah disse:

    Oi Samir! Que legal a notícia! Como vocês vão utilizar a metodologia?? Você tem idéia de quantas pessoas vocês já envolveram, a partir dela? É legal pra gente entender esses resultados que não eram esperados, mas que as vezes são tão ou mais interessantes! Conta pra gente!

  2. Samir Raoni disse:

    Oiee Sarah,

    podemos conversar sobre o projeto de ‘Arte Educação Ambiental: Unindo Saberes, Compartilhando Cidadania’, com toda certeza.
    Seria otimo se conseguissemos o apoio do BMR para a realização desse projeto, pois o resutado dessa matéria foi conseguido sem apoio,obviamente que não articulamos, isso porque eu e o Coordenador Pedagógico do Projeto avaliamos que antes de enviar o projeto escrito, seria interessante produzir um vídeo que desse uma idéia de como se daria o projeto. Fizemos isso porque essa iniciativa é pioneira, ai já viu, né..?! Tudo que é novo causa ou muito animo ou muito medo. Preferimos não arriscar e fazer esse vídeo para dar visibilidade ao nosso projeto.

    Experimentar a peça teatral ‘Seres Animados’ e aplicar as oficinas nessas três comunidades foi revelador. Essa experiência deu ao Coletivo Samauma outros olhares e foi justamente essa vivência que gerou a necessidade de resgatar a Memória Social dessas comunidades que vivem isolados, basicamente da pesca e coleta de frutos. Ou seja tudo aconteceu pela necessidade local.

    Eu, juntamente com Rafael de Rivera responsavel Pedagógico do Projeto fizemos essa jornada Arte Educacional com recursos prórprios, na idéia registrar um vídeo de Arte Educação Ambiental para conseguir apoios que gerarão a sustentabilidade do projeto.

    Junto ao vídeo (quase concluido) estamos fazendo os ultimos ajustes no projeto escrito dando visão a justificativa, objtivos, metodologoa e principalmente os resultados esperados do projeto. Assim que terminarmos o vídeo e o projeto te aviso para vc dizer o que achou. Okay?.

    O objetivo do projeto Arte Educação Ambiental: Unindo Saberes, Compartilhando Cidadania é aflorar o desenvolvimento artístico, cultural e ambiental das comunidades de Soure, Marajó, gerando o desenvolvimento local para uma cultura de paz que resgate e valorização da Memória dos povos tradicionais, gerando renda através do ecoturismo e dos saberes populares.

    Um desdobramento dessa experiência é produção de um vídeo documentário Arte Educacional que tem por objetivos resgatar a memória tendo por base a metodologia consagrada no projeto “Brasil Memória em Rede”. Os resultados esperados são: a) Comunicar as realidades das três comunidades envolvidas; b) Demonstrar a Arte Educação Ambiental como alternativa de transformação social; c) Ajudar na divulgação para conseguir apoios para a continuidade desse trabalho, que em seu plano prevê oficinas de inclusão digital, fotografia, memória, teatro, artes circenses, confecção de brinquedos educativos, arte-reciclagem, artesanato e iniciação a Permacultura, conclui Rafael de Rivera.

    Enquanto isso vc podia me adiantar se simpatiza com a idéia? rsrs

    Respondendo sua pergunta sobre “Como vamos usar a metodologia”. Penso em estabelecer na comunidade oficinas de comunicação comunitário: Uso de Equipamentos Digitais (principalmente camera filmadora e fotografica), Oficina Nossão de Fotografia Basica (Luz, Enquadramento, Configuração de zoom e outras funções), Oficina de Edição de Vídeo e Áudio, afim de estimular e auxiliar no processo de reconhecimento das funcionalidades coletivisadas. E quando digo estimular o reconhecimento do conhecimento, estou aderindo a concepção Freiriana de Educação que diz: Se você ainda não sebe fazer uma coisa, não é que não saiba. Apenas não entendeu a funcionalidade daquele conhecimento em sí. Pois bem, Concluindo essa etapa, penso em fazer a oficina Resgate de Memória que em sua essência prever a produção do video-documentário das três comunidades, tendo como base á cultural local, a história de vida e a memória social das comunidades de Soure, Marajó, que sera resgatada por eles mesmos sobre nosso auxilio.
    Vou aplicar a metodologia que aprendi na oficina de Resgate de Memória e que a certo tempo venho aprimorando juntamente com a metodologia Ausculta sociocultural transmitida pelo Instituto Pólis para os Argonautas.

    Respondendo sua segunda pergunta “Quantas pessoas nós já envolvemos, a partir dela?”
    Por esse projeto ‘Arte Educação Ambiental: Unindo Saberes, Compartilhando Cidadania’ não envolvemos ninguém de forma prática (oficinas de Resgate de Memória por exemplo) mas já sensibilizamos as comunidades sobre a metodologia tendo um grande interesse da comunidade e dos líderes comunitários. Um dos motivos pelo qual ainda não não atingiu de forma prática é porque o projeto ainda não é auto-sustentável. Mas se conseguirmos viabiliza-lo vamos atingir cerca de 200 famílias, ou seja em média 1000 (MIL) pessoas e entre crianças, jovens e adultos, juntando as três comunidades envolvidas no projeto (dados coletado pelos depoimentos dos lideres comunitários).

    Fazendo uma síntese sobre a sua ultima fala que diz que “ É legal pra vocês entenderem esses resultados que não eram esperados, mas que as vezes são tão ou mais interessantes. Adiciono que a memória das comunidades do Marajó é muito interessante, eles moram em uma reserva extrativista e sua cultura local envolve uma cultura folclórica e uma gama de valores culturais muito interessantes, passadas de geração em geração. Seria muito interessante resgatar essa constelação cultural.

    Agradecido pelo comentário. Sabe que é sempre um prazer compartilhar esses sonhos com o Brasil feito de memórias que se embalam nessas redes.

    E vc me conte como estão as coisas?
    Se puder me enviar aquelas imagens para eu colocar no Blog do BMR Pará seria massa.
    Deis de já agradeço.

    Ps: Vou conversar com Zehma e Nilton sobre esse projeto para ver o que eles acham também.

  3. Oi samir!
    Parabéns pelo trabalho dignificante deste projeto!Gostaria de tecer um comentário sobre as problemáticas abordadas! É ! Vou há muitos anos ao Marajó,mas própriamente em Joanes.E lá! Venho percebendo uma mudança de atitude na comunidade em relação ao lixo orgânico! Lembro! Que eles usavam os urubus para comerem os restos de peixes, enfim! Jogavam no fundo dos quintais! Daí os senhores urubus vinham e faziam seu trabalho! Agora a prefeitura de Salvaterra faz uma coleta em camborões que ficam nas esquinas! E este lixo acaba se spalhando,caindo nas ruas e exala um mal cheiro terrível. Porque óbviamente a coleta não deve ser tão eficiente! Bem! este ano fiquei matutando e pensei! Puxa! Essa prefeitura deveria era, educar a comunidade para que voltem a sua antiga tradição dejogar o lixo para os urubus ao invés de querer modernizar a coleta!Era infinitamente masi inteligente! Aff!!!

  4. Samir Raoni disse:

    Olá Tereza,
    Na verdade mais interessante seria se houvesse uma ressignificação desse lixo organico e não organico.
    E é exatamente com esses principios que trabalhos. Envolvemos os eixos da conscientização sicioambiental e a educação baseada na prática. Atraves da Permacultura por exemplo, podemos fazer órtas comunitárias com o lixom organico que antes os urubus comiam, possibilitando doenças a comunidade. Portanto entendo que temos de criar projetos sociais que estimulem essas práticas educacionais.
    Estou bastante entusiasmado com esse projeto.

    abraçoo!

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